Durante muito tempo, uma tempestade era apenas isso: mau tempo, chuva, vento e algum caos associado. Hoje, já não é bem assim. Quando ouvimos falar da tempestade Alice, Pedro ou Samuel, é porque há razões para levar o aviso a sério.

Dar nome às tempestades começou em 2017 e tem um objetivo muito concreto: alertar a população para riscos reais. Sempre que um fenómeno atmosférico pode trazer vento forte, chuva intensa, cheias ou quedas de árvores, recebe um nome próprio. E isso muda tudo na forma como a informação chega às pessoas.

Em vez de comunicados cheios de termos técnicos, como "depressão atmosférica com 8546", diz-se simplesmente: "vem aí a tempestade Alice". A mensagem torna-se imediata, clara e impossível de ignorar.

Porque é que as tempestades passaram a ter nome?

Durante o outono e o inverno, podem formar-se várias tempestades ao mesmo tempo. Ter nomes diferentes ajuda a evitar confusões, tanto nos meios de comunicação como nos avisos oficiais. Assim, é mais fácil perceber qual é a tempestade que pode afetar cada região e que tipo de impacto se espera.

Além disso, quando uma tempestade tem nome, as pessoas prestam mais atenção às notícias e aos alertas dos meteorologistas. Começam as perguntas essenciais: É seguro conduzir? Deve evitar-se sair de casa? Há risco de cheias? E é exatamente esse o objetivo: prevenção e proteção de vidas e bens.

Quem escolhe os nomes das tempestades?

Todos os anos, antes do início da época de outono e inverno, os institutos de meteorologia de vários países europeus reúnem-se para preparar a lista de nomes. Portugal faz parte do chamado Grupo Sudoeste, juntamente com Espanha, França, Bélgica e Luxemburgo.

A lista é definida com antecedência, segue a ordem do alfabeto e alterna entre nomes femininos e masculinos. Sempre que surge uma nova tempestade com potencial de impacto severo, usa-se o nome seguinte da lista. Quando a lista termina, é preparada uma nova para o ano seguinte.



Lista completa dos nomes das tempestades 2025/2026


Para a época 2025/2026, os nomes definidos são:
Alice
Benjamin
Claudia
Davide
Emilia
Francis
Goretti
Harry
Ingrid
Joseph
Kristin
Leonardo
Marta
Nils
Oriana
Pedro
Regina
Samuel
Therese
Vítor
Wilma

Nem todas as tempestades recebem nome. A nomeação está diretamente ligada à emissão de avisos meteorológicos de nível laranja ou vermelho, sobretudo associados ao vento, embora outros fatores possam ser considerados sempre que o impacto previsto seja significativo.

No fundo, dar nome às tempestades não é uma curiosidade nem uma moda. É uma forma simples e eficaz de comunicar risco, ganhar tempo e salvar vidas.

O que podes levar daqui

Porque é que nem todas as tempestades têm nome?
Só recebem nome as tempestades que podem ter impacto significativo e que justificam avisos meteorológicos mais graves.

Quem decide quando uma tempestade é nomeada?

O primeiro país que identifica o fenómeno e emite o aviso dá o nome à tempestade e informa os restantes países, que mantêm essa designação.

O critério principal é sempre o vento?
O vento é o principal fator, mas chuva intensa, cheias ou outros impactos severos também podem justificar a atribuição de um nome.

Os nomes repetem-se todos os anos?
Não. Todos os anos é criada uma nova lista, preparada antes da época de tempestades.

Dar nome às tempestades faz mesmo diferença?
Sim. Estudos mostram que nomes tornam os avisos mais claros, mais memorizáveis e aumentam a atenção e a resposta da população.

Quando o mau tempo tem nome próprio, a mensagem chega mais depressa e fica.