Essencial sobre a reduflação da Milka
Comprar chocolates, bolachas ou arroz no supermercado pode estar a sair mais caro mesmo quando o preço parece igual. O fenómeno chama-se reduflação e voltou a dar que falar depois de a Milka ter sido condenada por reduzir o tamanho das suas tabletes sem tornar essa alteração suficientemente visível para os consumidores.
A decisão foi tomada por um tribunal de Hamburgo, na Alemanha, e pode vir a ter impacto noutras marcas e produtos vendidos em toda a Europa.
O que aconteceu com as tabletes da Milka?
A fabricante da Milka, a Mondelez International, reduziu o peso das barras de chocolate em 10 gramas. Para isso, tornou as tabletes ligeiramente mais finas, mas manteve praticamente a mesma embalagem. O problema? Muitos consumidores não se aperceberam da diferença.
Além da redução na quantidade, o preço também aumentou cerca de 50 cêntimos, o que gerou ainda mais críticas. O tribunal considerou que a alteração não foi comunicada de forma clara e que os clientes foram induzidos em erro.
Segundo a decisão, indicar apenas o novo peso em letras pequenas na embalagem não é suficiente, sobretudo num produto tão conhecido há tantos anos.
O que é a reduflação?
A reduflação acontece quando uma marca reduz a quantidade de um produto, mas mantém, ou até aumenta, o preço. Na prática, o consumidor paga o mesmo por menos produto.
Porque é que a reduflação passa despercebida?
Na maioria das vezes, as embalagens continuam praticamente iguais. As alterações são pequenas: menos gramas, produtos mais finos ou menos unidades dentro da caixa.
Como os consumidores compram muitos produtos por hábito, torna-se difícil perceber estas diferenças no dia a dia. Foi exatamente isso que aconteceu no caso da Milka: o tribunal concluiu que os clientes não conseguiam identificar facilmente a redução apenas ao olhar para a embalagem.
Esta prática é ilegal?
Não. A reduflação não é ilegal em Portugal nem na maioria dos países europeus, desde que o peso ou quantidade real do produto esteja corretamente identificado. Ainda assim, entidades de defesa do consumidor defendem que as marcas deviam avisar de forma mais clara quando reduzem as quantidades.
No caso da Milka, o tribunal alemão considerou que a informação não era suficientemente visível e que os consumidores deveriam ter sido alertados durante vários meses após a mudança.
A reduflação está cada vez mais presente nos supermercados
Nos últimos anos, várias marcas têm recorrido à reduflação para compensar o aumento dos custos de produção sem subir demasiado os preços nas prateleiras. O fenómeno tem sido identificado em chocolates, cereais, congelados, bolachas, margarinas e até produtos de higiene.
Como evitar cair na reduflação?
Há alguns truques simples que podem ajudar:
- Comparar o preço por quilo ou litro;
- Verificar o peso das embalagens;
- Estar atento a mudanças subtis no formato;
- Comparar versões antigas e novas do produto.
Hoje, ir ao supermercado já não é apenas uma questão de escolher marcas ou promoções. Também exige atenção aos detalhes.
FAQ: Perguntas frequentes sobre reduflação
O que significa reduflação?
É a redução da quantidade de um produto sem uma descida proporcional do preço.
A reduflação é ilegal?
Não, desde que o peso real do produto esteja indicado na embalagem.
Porque é que a Milka foi condenada?
Porque o tribunal considerou que a redução do tamanho das tabletes não foi comunicada de forma suficientemente clara aos consumidores.
A reduflação existe em Portugal?
Sim. O fenómeno tem sido identificado em vários produtos vendidos nos supermercados portugueses.
Como posso identificar reduflação?
Comparando o peso, número de unidades e preço por quilo/litro dos produtos.









