Quantas vezes já levantaste dinheiro no multibanco e saíste a correr, com o recibo na mão (ou nem isso), sem pensar duas vezes? Pois é, há um detalhe que a maioria das pessoas ignora, mas que pode fazer toda a diferença entre continuares com o teu saldo intacto ou poder acontecer uma fraude.
Ao terminares uma transação, o sistema pode manter a tua sessão ativa durante alguns segundos. E se alguém estiver por perto, pode aproveitar esse intervalo para realizar operações na tua conta, sem sequer precisar do cartão.
Segundo o site grego "Newsbomb", sempre que realizares uma operação no multibanco, é crucial certificares-te de que a sessão terminou corretamente. Ao carregares no botão "Cancelar", o sistema anula qualquer possibilidade de acesso indevido por terceiros, especialmente se houver um atraso entre a tua saída e a reposição automática da máquina ao estado inicial.
A recomendação vem de várias entidades bancárias europeias e está agora a ganhar nova relevância, numa altura em que os crimes relacionados com multibancos estão a aumentar.
Além disso, outra dica importante: evita imprimir o recibo. Esses papéis, que tantas vezes largamos no chão ou deixamos esquecidos no bolso, podem conter dados confidenciais, como partes do número do cartão ou o saldo da conta. E acredita que pode haver quem ande a recolher esses pedaços de papel à procura de vítimas fáceis.
Hoje em dia, os bancos têm aplicações seguras e super completas, onde consegues consultar os teus movimentos e o saldo em tempo real. Por isso, poupa papel e chatices.
Eis alguns truques de segurança que deves mesmo começar a usar:
- Tapa sempre o teclado com uma mão ao introduzires o PIN. Pode haver câmaras ou olhos curiosos por perto.
- Desconfia de "ajudantes simpáticos" que aparecem do nada. A intenção pode ser tudo menos boa.
- Se o multibanco ficar com o teu cartão ou apresentar um comportamento estranho, carrega no "Cancelar" e contacta de imediato o banco.
- Depois de levantares uma grande quantia de dinheiro, evita andar sozinho por muito tempo.
E já agora: não deixes documentos bancários a ganhar pó em casa. Quando já não precisares deles, destrói-os devidamente antes de os deitares fora. Nunca se sabe onde podem ir parar.










