Há batatas fritas… e depois há as batatas fritas do chef inglês Heston Blumenthal, que já conquistou 6 estrelas Michelin. Esquece tudo o que sabes sobre fritar batatas - esta receita não é só um acompanhamento, é uma experiência quase espiritual com crosta crocante e alma macia.
Tudo começou nos anos 90, numa cozinha perfeitamente normal, com um britânico que estava obcecado com a ideia de fazer as melhores batatas fritas de sempre. Não queria que fossem boas. Queria que fossem lendárias. E conseguiu. Começa com cozedura, depois congelação, fritura, mais congelação e mais fritura. Parece tortura? É quase. Mas o resultado vale muito a pena.
Heston coze as batatas, depois congela-as e só aí é que as frita. E o mais fascinante? É que este ritual científico resulta em batatas que desafiam as leis da fritura: ultra crocantes por fora, leves e fofas por dentro, e que não ficam moles dois minutos depois de saírem do óleo.
No fundo, estas batatas são um lembrete de que a perfeição mora nos detalhes - e que até algo tão simples como uma batata pode ter tratamento de estrela Michelin.
Ingredientes
- 1 kg de batatas
- Óleo de amendoim para fritar
- Sal
Preparação
Corta as batatas em palitos, passa-as por água e depois coloca-as num tacho largo, com dois litros de água fria. Coze-as durante 20 a 30 minutos, até as batatas estarem quase a desfazer-se.
Depois, coloca as batatas cozidas num tabuleiro para repousarem, enquanto arrefecem. Assim que já não estiverem tão quentes, leva-as ao congelador durante, pelo menos, uma hora.
Aquece o óleo numa fritadeira até aos 130 graus. Frita as batatas em pequenas porções durante cerca de cinco minutos, até formar uma crosta ligeira. Retira e passa-as por um guardanapo para absorver o óleo. Volta a colocar as batatas fritas no congelador por mais uma hora ou no frigorífico até três dias.
Por fim, está na hora de fritar novamente, até as batatas ficarem douradas e crocantes - é durante sete minutos, mais ou menos. E depois é só servir com sal à mistura.









