O Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, foi palco de um episódio insólito que envolveu a TAP, a Polícia Federal brasileira, um oficial de justiça e... um cão chamado Tedy. O voo que deveria partir para Lisboa no sábado foi cancelado pela companhia aérea portuguesa depois de uma ordem judicial obrigar a TAP a permitir que o animal embarcasse na cabine ao lado da sua tutora - ordem essa que a empresa recusou cumprir, segundo o site brasileiro G1.
Tedy não é um cão qualquer. É um animal de apoio emocional de uma menina de 12 anos, no espectro do autismo, que vive em Lisboa há cerca de um mês e meio. Desde que foi separada do seu companheiro de quatro patas, o estado emocional da criança deteriorou-se, ao ponto de a família considerar urgente o reencontro.
Apesar de a justiça brasileira ter determinado que o cão deveria voar na cabine, ao lado da irmã da menina, a TAP alegou que o transporte do animal dessa forma violava os seus procedimentos de segurança, que apenas autoriza a presença de animais de estimação, na cabine, até oito quilos - Tedy tinha 35 quilos. A companhia aérea propôs transportar o cão no porão, mas a família recusou. O voo acabou mesmo por ser cancelado.
A situação tem contornos delicados. A TAP argumenta que o animal iria acompanhado de uma passageira que não é quem necessita do apoio emocional, e que transportar Tedy na cabine iria contra o manual de operações aprovado pelas autoridades da aviação.
Mais, a companhia aérea, citada pela SIC Notícias, refere que o transporte de animais de apoio emocional é permitido, na cabine, quando são apresentados certificados por entidades oficialmente reconhecidas. Segundo a TAP, não foi o que aconteceu com Tedy, que não possuía o certificado exigido.
Além disso, o certificado internacional de vacinação do cão expirava no domingo, o que significa que todo o processo burocrático terá agora de ser refeito do zero.










