O Waze conquistou, nos últimos anos, um lugar de destaque no coração dos condutores. Quem nunca ligou o Waze depois de uma noite regada entre amigos, que atire a primeira pedra.
Só que como diz o ditado "no melhor pano cai a nódoa". Segundo o El Economista, há agora uma nova fraude, já detetada com frequência em França, começa a fazer-se notar noutros países europeus e pode muito bem estar a caminho das estradas portuguesas. Chama-se "golpe do reboque" e tira partido das notificações em tempo real do Waze. Os burlões, atentos ao que se passa na aplicação, monitorizam as estradas em busca de avisos de acidentes. Quando um surge, deslocam-se de imediato ao local com um reboque, supostamente enviados pela seguradora ou pela assistência em viagem.
A fraude é simples, mas eficaz: apanha a vítima num momento de grande stress e vulnerabilidade. A chegada rápida transmite um falso sentido de segurança e profissionalismo, e o condutor - aliviado por ver ajuda a chegar tão depressa - aceita o serviço sem verificar nada.
Mas o verdadeiro pesadelo chega depois: cobranças exageradas, muitas vezes sem qualquer justificação formal, com valores que podem atingir os 3.500 euros. Tudo por um serviço que a vítima nunca solicitou e que, em muitos casos, nem sequer é legítimo.
As autoridades alertam: se um reboque surgir no local pouco depois de um acidente, sem ter sido chamada diretamente, desconfia. É fundamental confirmar a identidade do serviço de reboque, contactar a seguradora ou a assistência oficial, e evitar assinar ou aceitar qualquer intervenção sem certezas.
Este verão, com mais viagens e maior movimento nas estradas, o risco aumenta. E numa era em que os alertas em tempo real são uma bênção para uns… podem ser uma oportunidade dourada para outros.