No último dia do festival, Ivo Teixeira, Nuno Carvalho e Frederico Gavazzo estiveram à conversa com o Hélder Tavares e a Catarina Moreira para desvendar o que está por detrás dos dois principais palcos do MEO Kalorama.
No palco MEO, a assinatura é dos Openfield, coletivo do Porto formado por Ivo Teixeira e Nuno Carvalho - amigos e cúmplices há 20 anos. "Estamos muito satisfeitos com o resultado final", confessaram com orgulho. A estrutura criada transforma o palco principal numa verdadeira catedral modular de luz, inspirada na estética das catedrais góticas.
Durante o dia, as 1.306 tiras coloridas - em tons de azul, amarelo e vermelho - captam a luz natural e projetam reflexos em constante mutação. À noite, o palco ganha uma nova vida, onde a luz dança ao ritmo da música.
A instalação inclui uma animação de um minuto, visível entre concertos, que pode ser integrada nos espetáculos pelos próprios artistas. A curadoria esteve a cargo da Eterno Gallery e o projeto vai muito além da estética: é uma verdadeira fusão entre arquitetura e artes plásticas. Aqui, o palco deixa de ser apenas um mero suporte - torna-se parte do espetáculo.
Já no palco San Miguel, a intervenção ficou a cargo de Frederico Gavazzo, em colaboração com João. Os Malibu Ninjas pensaram no espaço como um reflexo da forma como hoje consumimos música. "A reação tem sido positiva", garantiu Frederico à RFM.
Ambos os projetos provam que o MEO Kalorama não é apenas música - é também visão, espaço e sensação.











