Esquece as cavernas do homem. O verdadeiro abrigo moderno chama-se... casa de banho.
Sim, é oficial: os pais estão a encontrar tempo para si próprios no único sítio da casa onde (em teoria) ninguém os pode incomodar - a sanita. E não, não é por causa de problemas intestinais. É pura sobrevivência emocional.
Um estudo britânico, realizado com mil homens, revelou que os pais passam, em média, sete horas por ano escondidos na casa de banho só para fugir da família. Sete horas! É praticamente um retiro espiritual, mas com papel higiénico e um difusor com cheiro a lavanda.
Segundo os dados, 25% dos homens admitiram que não sabem como lidariam com o stress de casa se não fossem estas escapadelas sanitárias. E 23% elevaram a coisa ao nível de mindfulness, chamando à casa de banho o seu "lugar seguro".
Aparentemente, um terço dos inquiridos usa a casa de banho como bunker emocional quando: os filhos estão a gritar, a cara metade está "só a fazer uma pergunta rápida", ou simplesmente precisam de ouvir o som mais zen do mundo: o silêncio.
Mas calma: as mulheres não são alheias a este fenómeno. 20% também usam a casa de banho como zona de fuga. A diferença? 72% ainda limpam a casa de banho regularmente, ou seja, além de refúgio, a casa de banho ainda é território sob administração feminina. Guerreira que é guerreira desinfeta.
E porque a paz é uma utopia moderna, 10% das famílias criaram regras tipo "não incomodar na casa de banho". Só que, claro, 85% dessas pessoas são interrompidas na mesma. Sim, até com a porta trancada, alguém arranja forma de perguntar onde está a manteiga.
A dona da marca que encomendou o estudo conclui: "Infelizmente, parece que já nada é sagrado - nem o trono da porcelana".
Portanto, da próxima vez que ouvires alguém dizer "vou só à casa de banho", desconfia. Ele/a pode estar a meditar, a ver vídeos de gatinhos, ou apenas a recuperar a sanidade mental num espaço de 2 metros quadrados.









