Confessa, quantas vezes já deste por ti a querer comprar um abacate maduro e a acabar por comprar um rijo e verde que só passado uma semana é que estava bom? Ou o contrário. Foste tão na fé de que aquele abacate mole estava no ponto e acabou por ser uma desilusão que já devia ter sido consumido há dias.
Escolher abacates perfeitos não é fácil, mas também não é impossível.
Os abacates são como aquele amigo misterioso que nunca responde logo às mensagens: nunca sabes quando é que estão prontos. Ao contrário da maioria das frutas, que amadurecem felizes da vida penduradas nas árvores a apanhar sol, o abacate é diferente: só atinge o auge depois de sair da árvore.
A maturação do abacate é uma arte. Uma ciência. Uma armadilha. Ora está verde e duro como um berlinde, ora apodrece no segundo exato em que desviaste o olhar para ir buscar os nachos. É um fenómeno que os cientistas ainda não compreendem totalmente, mas que toda a gente já viveu.
E há os que tentam acelerar o processo com truques de feiticeiro: fechar o abacate num saco com uma banana ou deixá-lo ao lado do microondas, mas o abacate só amadurece quando ele quiser.
Mas há esperança. Há técnicas. DavocadoGuy, também conhecido por Miguel Gonzalez, um vendedor de abacates, diz que tens de olhar para o caule. Ou melhor, para o que está debaixo do caule. Se estiver castanho, não o leves, se estiver verde, tens um belíssimo abacate para comer.
Portanto, da próxima vez que fores às compras, lembra-te: não escolhas o primeiro da prateleira, não o massacres com os dedos, e sobretudo não acredites só na casca. Porque o abacate, como muita gente, pode ser lindo por fora e caótico por dentro.
Moral da história? Os abacates são maravilhosos, sim. Em torradas, em saladas, em tudo. Mas antes de te apaixonares por um, certifica-te que está mesmo maduro. Ou vais apanhar uma grande desilusão.