Ninguém acorda a pensar: "Hoje vou levar uma multa por excesso de velocidade". Mas com tantos radares espalhados pelas estradas portuguesas, às vezes parece que basta piscar os olhos para sermos apanhados. E é aí que entra a tentação: "E se eu tivesse um detetor de radares no carro?".


A resposta é simples: não faças isso. É ilegal. Mesmo que esteja desligado. Mesmo que venha do estrangeiro. Mesmo que esteja escondido na mala ao lado do guarda-chuva e do pacote de batatas fritas esquecido.

Segundo o Código da Estrada, mais especificamente o Artigo 84.º, está proibida a instalação ou utilização de qualquer aparelho que revele a presença de radares ou que interfira com o seu funcionamento. E a brincadeira pode custar caro: a coima vai dos 500 aos 2500 euros, com direito a apreensão do aparelho - e em alguns casos, até dos documentos do carro.

O que é um detetor de radar, afinal?

Enquanto os sistemas de alerta de radar (os que vêm com muitos GPS e apps) são perfeitamente legais, os detetores são outra história. Estes dispositivos conseguem detetar as ondas ou sinais emitidos pelos radares em tempo real. E isso é exatamente o que a lei portuguesa não permite. Por exemplo, radares móveis (em carros da polícia) não são obrigados a estar sinalizados e estes dispositivos conseguem detetar.

Aliás, a tecnologia policial também evoluiu: hoje, a PSP e a GNR já têm detetores de detetores. Ou seja, se estiveres a usar um dispositivo ilegal no carro, é provável que eles saibam, antes de tu saberes que eles sabem.

E se vier de outro país?
Não adianta dizer que o compraste em Espanha, França ou noutro país onde o uso seja legal. Em Portugal, é proibido.


Se queres evitar multas e dores de cabeça, não uses, nem transportes detetores de radar no carro. Aproveita antes os sistemas de alerta legais ou, melhor ainda, cumpre os limites de velocidade. É mais barato, mais seguro e evita surpresas desagradáveis.