Sabes aquele código de 4 dígitos que usas para desbloquear o telemóvel? Sim, esse mesmo que parece inofensivo, mas que pode ser a chave para alguém espreitar toda a tua vida digital. Pois bem, más notícias: há PINs que são tão populares (e fáceis de adivinhar) que até os ladrões de smartphones já os sabem de cor.


Se usas 1234, 0000 ou 1986, estás basicamente a deixar a porta entreaberta para quem quiser bisbilhotar as tuas fotos, mensagens e apps bancárias. Mas calma, já lá vamos à lista completa dos 50 PINs mais perigosos de 2025.

Porque é que os PINs são um problema?
Hoje em dia usamos o rosto ou a impressão digital para desbloquear o telemóvel, mas quando o sensor falha voltas ao bom velho PIN. E aí, se escolheste mal, é como dar a chave da tua casa a um desconhecido.

Aliás, sabias que bastam 10.000 combinações possíveis para um PIN de quatro dígitos ser testado por um software malicioso? Parece muito, mas para um hacker com tempo livre e um software automático... é brincadeira de criança.

Nunca uses estes 50 PINs
Segundo o site da Forbes, estes códigos foram encontrados repetidamente em fugas de dados, e adivinha: 1 em cada 10 pessoas usava um deles. Ou seja, são os primeiros que qualquer pessoa tenta quando quer desbloquear um telemóvel alheio.

Aqui vai a lista dos PINs que deves evitar:

0000

1010
1111
1122
1212
1234
1313
1342
1973
1974
1975
1976
1977
1978
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1998
2000
2002
2004
2005
2020
2222
2468
2580
3333
4321
4444
5555
6666
6969
7777
8888
9999


E os 10 mais usados (logo, os mais perigosos) são:
1234
1111
0000
1342
1212
2222
4444
1122
1986
2020

Se te identificaste com algum... bem, está na hora de repensar a tua segurança.

Quem inventou o PIN?
Foi o escocês James Goodfellow, em 1966, juntamente com a invenção do multibanco. O primeiro ATM foi instalado em Londres, em 1967, mas o uso de PINs como medida de segurança só começou a ser mais comum nos anos 70.

Mais tarde, o engenheiro Mohamed Atalla criou um sistema de verificação com PIN chamado Identikey, que substituiu as assinaturas por códigos. Resultado? O PIN tornou-se rei.

Então... qual é o PIN mais seguro?
Resposta rápida: não é 8068, mesmo que o Google ainda diga que sim. Assim que um número é rotulado como “seguro”, deixa de o ser.

Dicas práticas:
Evita datas, padrões repetidos e sequências óbvias. Se possível, opta por um PIN de 6 dígitos.
Melhor ainda? Usa um código de 10 ou 12 dígitos apenas com números - fácil de memorizar, difícil de adivinhar.

A verdade é que quanto mais longo for o código, mais seguro ele será.

Escolhe dois ou três números que tenham significado só para ti (mas que não estejam ligados a datas!) e mistura-os de forma não sequencial. Exemplo: junta o número do teu cacifo no ginásio, os dois últimos dígitos da tua matrícula e a idade da tua avó quando tu nasceste.