Se pensavas que já tinhas ouvido de tudo, prepara-te: no Japão existe um serviço que permite alugar uma avó. Sim, leste bem - e não, não se trata de uma piada. Chama-se OK Obaachan (algo como "Ok Vovó") e liga clientes a senhoras com idades entre os 60 e os 94 anos, prontas para oferecer não só um prato caseiro delicioso, mas também um ombro amigo, até nas situações mais insólitas, como ajudar a terminar um relacionamento.
Um abraço de avó… com fatura passada
Num país onde o custo de vida continua a subir e a população está cada vez mais envelhecida, muitas reformadas encontram neste trabalho uma forma de complementar o rendimento - e de se manterem ativas. O serviço custa cerca de 3.300 ienes pelo transporte e mais 3.300 ienes por hora (aproximadamente 33 euros no total) e pode incluir desde tarefas domésticas a momentos de puro apoio emocional.
E não penses que se limitam a cozinhar. Estas "avós de aluguer" também ensinam receitas tradicionais, ajudam a mediar discussões familiares, fazem babysitting, dão aulas de caligrafia e, pasma-te, já foram contratadas para estar presentes em conversas de "término" de namoro - garantindo que tudo corre da forma mais calma.
Porquê avós e não avôs?
O OK Obaachan é um serviço exclusivamente feminino, mas os avôs não ficaram esquecidos: existe no Japão o Ossan Rental, que "aluga" homens de meia-idade ou seniores para companhia ou pequenas tarefas.
Enquanto uns veem esta ideia como genial - uma forma de combater a solidão e dar utilidade social aos mais velhos - outros acham estranho "alugar pessoas". Mas, no Japão, não é incomum existirem serviços de "aluguer" de familiares para casamentos, encontros sociais ou simplesmente para fazer companhia.
Para estas avós, não se trata apenas de ganhar algum dinheiro extra. É uma forma de se sentirem úteis, de partilharem a sua experiência e de criarem ligações reais com pessoas que, muitas vezes, não têm família próxima.









