Apesar de uma estreia pouco expressiva nas salas de cinema norte-americanas, o filme "Americana", protagonizado por Sydney Sweeney, poderá não ser o fracasso financeiro que muitos antecipavam. Segundo a estratégia da Lionsgate, estúdio responsável pela distribuição, o filme está integrado num modelo de negócio pensado para garantir rentabilidade a médio e longo prazo, mesmo com receitas fracas nas bilheteiras.
Na sua estreia, "Americana" arrecadou cerca de 500 mil dólares, exibido em mais de 1.100 salas, o que o colocou no 16.º lugar entre os lançamentos da semana. À primeira vista, os números são desanimadores, sobretudo tendo em conta que a Lionsgate pagou 3 milhões de dólares pela aquisição do filme, em 2023. Mas, surpresa: está tudo a correr como previsto.
Há uma lógica por detrás desta abordagem. A rentabilidade do filme assenta no percurso pós-cinema: plataformas digitais, acordos com serviços de streaming e licenciamento internacional. Este modelo permite ainda reforçar relações com talentos emergentes. Sydney Sweeney, por exemplo, continua a ser uma figura central para o estúdio.
Estima-se que "Americana" possa, no fim do ciclo, gerar um lucro de 1,5 milhões de dólares, de acordo com o site 'IndieWire'. Nada mau para algo que, à primeira vista, parecia morto.
A verdade é que nem todos os sucessos precisam de começar no topo da bilheteira.










