Já ouviste falar de "outrovertidos"? O termo pode ser novo, mas a ideia vai fazer sentido para algumas pessoas. Foi o psiquiatra Rami Kaminski quem o popularizou, segundo o site 'New Scientist'. Ele fala de pessoas que não se encaixam bem nos rótulos clássicos: não são extrovertidas, nem introvertidas. São outra coisa.
Os "outrovertidos" não sentem aquela necessidade de pertencer a grupos ou de se alinhar com o que os outros esperam. Não andam à procura de aprovação, nem precisam de se integrar para se sentirem bem. Desde pequenos, percebem que são diferentes, e o próprio Kaminski diz que sempre se sentiu assim.
Mas atenção: isto não é um defeito. Kaminski defende que esta maneira de estar até pode ser uma mais-valia. "Estar fora da colmeia, por assim dizer, permite-te pensar e criar livremente: ter ideias únicas, não contaminadas pelo pensamento de grupo ou pelo que veio antes", explica o psiquiatra.
Alguns sinais típicos dos "outrovertidos" incluem a preferência por relações de baixa manutenção, o gosto por conversas profundas sem necessidade de contacto constante e a capacidade de parecer extrovertido em público, apesar de se sentir sempre "outro" por dentro, de acordo com o 'Upworthy'.
Se és do tipo de pessoa que não precisa da validação dos outros para confiar no que sente ou pensa, talvez sejas um "outrovertido". E não há mal nenhum nisso. A sociedade tende a valorizar a integração, mas a autonomia emocional e a liberdade mental são igualmente poderosas.
Segundo Kaminski, todos nascemos com traços de "outrovertidos", mas a forma como somos educados vai moldando o nosso comportamento para nos encaixarmos melhor no que é considerado "normal".









