Muitas pessoas acreditam que fazer exercício em jejum, ou seja, antes de comer qualquer coisa de manhã, é a forma mais eficaz de queimar gordura. Mas será que isso é verdade e seguro?
A endocrinologista Lorena Lima Amato explica que, embora faça sentido que o corpo use mais gordura como combustível durante o jejum, essa ideia ainda não está comprovada. Na realidade, o que realmente conta para perder peso é manter um défice calórico ao longo do dia.
Quanto ao treino em jejum, os resultados podem variar de pessoa para pessoa. Há quem sinta que rende menos e fique mais cansado, enquanto outros acham até mais confortável, sobretudo em exercícios ligeiros. Já em atividades mais intensas, a falta de energia pode prejudicar o desempenho, explica a nutricionista Andreia Galliego.
Relativamente ao tempo de jejum, os especialistas recomendam não passar muito além das 8 a 10 horas sem comer, o que corresponde geralmente ao período de sono. Se ficares muito tempo sem comer (mais de 14 ou 16 horas), o risco de te sentires mal aumenta, segundo a 'Globo'.
Depois do treino, a refeição deve ser feita com atenção: começar por proteínas, como ovos, e depois incluir hidratos de carbono de absorção lenta e gorduras saudáveis. Deve-se evitar o consumo de açúcares simples logo a seguir ao exercício.
Em suma, treinar em jejum pode funcionar para algumas pessoas, mas não é uma regra para todos. O mais importante é perceber como o teu corpo reage e, sempre que possível, pedir ajuda a um nutricionista ou médico para não pôr a saúde em risco.
Já agora, será que estás a tomar um bom pequeno-almoço? Eis os erros que (quase) todos cometemos.










