Parece um detalhe sem importância, mas a tampa da sanita é protagonista de uma das discussões mais subestimadas da higiene moderna. Afinal, devemos ou não fechá-la antes de puxar o autoclismo?
O "efeito fonte invisível"
Cada vez que puxas o autoclismo, a sanita transforma-se - literalmente - numa fonte microscópica. Estudos com lasers e luz ultravioleta mostram que o jato de água lança minúsculas partículas no ar, algumas pousam em superfícies, outras ficam suspensas e podem até ser inaladas.
O que está em risco (e o que não está)
Evan Floyd, professor de saúde ocupacional e ambiental da Universidade de Oklahoma, garante, ao site "Inverse", que ninguém precisa de entrar em pânico: quase ninguém adoece por causa de descargas de sanita. Mas, ainda assim, fechar a tampa reduz significativamente a exposição a vírus e bactérias que vivem no interior da sanita - especialmente em locais muito frequentados, como escolas, cruzeiros ou casas de banho públicas.
Tampa fechada, mas não milagrosa
Baixar a tampa antes da descarga não elimina totalmente a contaminação, mas diminui o impacto. As partículas maiores - os salpicos - ficam contidas. Já as partículas mais finas podem escapar pelas laterais, mas espalham-se de forma mais difusa, em vez de subirem diretamente no ar.
A importância da limpeza regular
Um detalhe curioso: a água da sanita limpa não permanece limpa por muito tempo. Segundo Floyd, após quatro a sete descargas, o nível de contaminação atinge o máximo - ou seja, quanto mais vezes se usa sem limpar, mais "potente" fica o jato invisível.
Por isso, o ideal é limpar a sanita com frequência, e não apenas de vez em quando.
E a ventilação?
Abrir uma janela ou manter o sistema de ventilação ligado ajuda a dispersar as partículas que escapam, tornando o ambiente mais seguro e menos propício a infeções.
Não é drama, é prevenção. Baixar a tampa antes de puxar o autoclismo é um gesto simples, rápido e eficaz que mantém a casa de banho mais limpa e higiénica - e evita que a tua escova de dentes entre (sem saber) em contacto com o “spray” da descarga.









