Málaga acaba de pôr fim à utilização de carroças de cavalos para turismo, muito antes do previsto. O município negociou com os 25 titulares das últimas licenças em vigor e cada um vai receber mais de 125 mil euros para cessar a atividade, numa operação que custou cerca de 4,1 milhões de euros no total, incluindo licenças revogadas anteriormente.


A decisão do prefeito Francisco de la Torre surge, segundo o jornal "El País", num contexto de preocupação com o bem-estar animal e com a imagem da cidade, que aposta agora em alternativas mais sustentáveis para os visitantes. Os carros de cavalos continuam, entretanto, a operar em outras cidades andaluzas, como Sevilla ou Ronda, mas em Málaga não.


O debate sobre os carros de cavalos é antigo. Desde 2015 que se questiona a manutenção da atividade, sobretudo no verão, quando os animais sofrem mais com o calor, trânsito e barulho.


Agora, a atenção volta-se para o destino dos animais. O setor alerta que, sem a possibilidade de gerar rendimento económico, alguns cavalos podem acabar em situações difíceis devido ao elevado custo de manutenção. A responsabilidade recai, segundo fontes municipais, sobre os proprietários.

Em Portugal, embora os carros de cavalos ainda não sejam proibidos, a discussão sobre esta questão também está a ganhar força.


Málaga não é a primeira cidade europeia a pôr fim a este tipo de passeios turísticos. Em Bruxelas, as carroças são agora elétricas, dispensando assim a presença de cavalos.