Já todos passámos por isto: estamos numa fila, seja no supermercado, no trânsito ou num festival, e parece que a do lado anda sempre mais depressa. Mas será que é só impressão nossa? Ou há mesmo ciência por trás deste fenómeno?

Há razões psicológicas e matemáticas que explicam esta sensação comum, com base em estudos.

Aversão ao último lugar: uma explicação psicológica

Segundo um estudo da Universidade de Harvard, o ser humano tem uma aversão inconsciente ao último lugar. Esta aversão leva-nos a sentir desconforto quando estamos no fim de uma fila, o que aumenta a probabilidade de mudarmos de posição, mesmo que isso nos faça perder mais tempo no total. “O desconforto é semelhante ao de tirar más notas ou ter o salário mais baixo da empresa.” diz Ryan Buell, da Harvard Business School

A matemática das probabilidades não está do nosso lado

A probabilidade de escolhermos a fila mais rápida entre várias é muito baixa, de acordo com zap.aeiou. Se houver cinco filas, temos apenas 20% de hipótese de acertar na mais eficiente. Ou seja, 80% das vezes escolhemos mal.

Este fenómeno é estudado na Teoria das Filas, um ramo da matemática que analisa padrões de espera e procura soluções para otimizar sistemas de atendimento.

A perceção do tempo é subjetiva

Estudos em psicologia mostram que, em momentos de espera, o tempo parece passar mais devagar. A nossa memória regista, segundo a pepsic.bvsalud.org, mais intensamente os episódios em que sentimos frustração, como quando a fila do lado anda mais depressa: O tempo investido em filas é visto como uma perda, o que intensifica a sensação de lentidão.

Mas, também há estratégias para lidar com a espera

Os especialistas recomendam algumas práticas simples para reduzir o desconforto:

  • Evitar olhar para as outras filas.
  • Conversar com quem está à frente ou atrás.
  • Escolher a fila mais à esquerda, já que a maioria das pessoas tende a ir para a direita. Sabe aqui de onde vem este fenómeno.