Um novo estudo publicado na revista 'Nature Communications' revela que a maior esperança de vida das mulheres, em comparação com os homens, pode estar ligada ao sistema imunitário. Cientistas descobriram que a proporção entre dois tipos de linfócitos (células do sistema imunitário) influencia diretamente a capacidade do corpo de combater infeções e controlar inflamações.
Os testes, feitos com quase 49 mil pessoas, mostraram que as mulheres apresentam com mais frequência perfis imunitários mais fortes, mantendo essa vantagem mesmo após a menopausa. Segundo a Sociedade Espanhola de Imunologia, citada no 'El Español', "as mulheres chegam com um sistema imunitário mais robusto à senescência".
O estudo também ajuda a explicar porque é que algumas pessoas adoecem com frequência, enquanto outras quase não têm sintomas. A pandemia de Covid-19 evidenciou bem essas diferenças, com os idosos, especialmente homens, a apresentar maior risco.
Esta descoberta reforça a ideia de que a longevidade feminina está diretamente relacionada com a força e a resiliência do sistema imunitário, um fator que pode explicar, em grande parte, as diferenças entre homens e mulheres no que toca à saúde e à expectativa de vida.










