A partir de agora, os gatos no estado norte-americano da Califórnia vão poder esticar-se, arranhar e brincar sem medo. A nova lei, Assembly Bill 867, foi aprovada a 9 de outubro de 2025 e proíbe de cortar as garras dos gatos por motivos estéticos ou de conveniência. Só será permitido em casos médicos em que seja mesmo necessário.
A medida foi muito aplaudida por associações de defesa dos animais, que a consideram um marco na luta pelos direitos dos felinos. "Retirar as garras não é simplesmente cortar as unhas. É uma amputação dolorosa", explicou a veterinária Marilyn Kroplick.
O chamado "declawing" implica a remoção permanente da falange terminal de cada dedo do gato, onde as garras estão inseridas. Nos humanos, seria como cortar os dedos até à primeira falange.
As garras são essenciais para os gatos: ajudam-nos a subir, brincar, defender-se e até manter os músculos em forma. Segundo especialistas, retirá-las é tirar-lhes uma parte da própria identidade. Além disso, "impede os gatos de caminhar, correr, escalar, esticar-se e aproveitar devidamente comportamentos normais e energéticos", indicam várias organizações de proteção animal, citadas no site 'Globo'.
Em vez de recorrer a esta prática, há soluções simples (e amigas dos gatos):
- Coloca arranhadores estáveis em pontos estratégicos da casa.
- Usa brinquedos para tornar o arranhador mais atrativo.
- Recompensa os bons comportamentos com festinhas ou petiscos.
- Corta as unhas do teu gato regularmente.
Com esta nova lei, a Califórnia dá mais um passo importante na promoção do bem-estar animal.










