O brilho impecável no chão, as superfícies sem pó e o cheiro a detergente fresco podem transmitir tranquilidade. No entanto, para algumas pessoas, esse estado de ordem acaba por se tornar uma urgência, e isso não é nada saudável.
De acordo com a psicóloga Leticia Martín Enjuto, o fenómeno de limpar a casa constantemente é bastante comum. "A limpeza saudável é flexível. Responde a uma necessidade real de higiene, mas não causa desconforto se um dia não for feita", explica. O sinal de alerta surge quando sentes culpa ou ansiedade por não conseguires manter esse padrão.
Para muitas pessoas, limpar é uma forma de aliviar a tensão ou a ansiedade. Quando outras áreas da vida estão a correr mal, a arrumação pode dar uma sensação imediata (e falsa) de controlo, afirma a especialista ao site 'Cuerpomente'. Mas esse alívio é passageiro.
Outro fator que pode impulsionar a necessidade constante de limpeza é o perfeccionismo. A procura pela casa impecável transforma-se num padrão impossível, onde qualquer falha é encarada como um fracasso pessoal. Esse tipo de pensamento pode até levar ao isolamento social.
Limpar a casa também pode ser uma forma de evitar aquilo que estás a sentir no momento. "Ao focar em tarefas repetitivas, evitamos confrontar o que realmente nos está a causar sofrimento", refere a psicóloga.
Reconhecer os limites é o primeiro passo para recuperar o equilíbrio. A especialista recomenda que observes o motivo por detrás da tua ação: estás a limpar por necessidade real ou para aliviar uma sensação de inquietação? Trabalhar a flexibilidade é essencial nestes casos.










