Há histórias que começam com um desafio entre um casal e acabam por mudar o mundo do desporto. Foi assim que nasceu o Ironman, a mítica prova de resistência que voltou este fim-de-semana a Cascais, reunindo atletas de todo o mundo dispostos a testar o corpo, a mente e a vontade de não desistir.
A história do Ironman começa em 1978, no Havai, quando o oficial da Marinha dos EUA, John Collins, e a sua esposa, Judy Collins, quiseram pôr fim a uma discussão sobre qual atleta seria o mais resistente: nadadores, corredores ou praticantes de outras modalidades. A solução que propuseram foi criar uma prova única que combinasse três das competições mais lendárias da ilha: a Waikiki Roughwater Swim (3,8 km de natação), a Around-Oahu Bike Race (180 km de ciclismo) e a Honolulu Marathon (42,2 km de corrida). O primeiro a cruzar a meta seria chamado Ironman.
Mas há mais do que apenas números. Eis alguns factos curiosos sobre o Ironman:
- Hoje a inscrição para um Ironman completo (226,2 km) ronda os 600 a 700 euros, enquanto o meio Ironman (113 km) custa entre 250 e 350 euros.
- O Ironman é muito mais do que nadar, pedalar e correr, há também a "transição", o momento em que os atletas trocam de modalidade, que pode fazer a diferença entre ganhar ou perder minutos preciosos;
- O Campeonato Mundial em Kona, Havai, é famoso pelo calor intenso, humidade e ventos fortes;
- Em 1989, Mark Allen e Dave Scott correram lado a lado quase toda a prova em Kona. A vitória de Allen só se decidiu numa pequena subida do percurso, conhecida hoje como Mark and Dave Hill.
Participar num Ironman é mais do que correr, pedalar e nadar. É um investimento físico, emocional e financeiro. Para além do valor da inscrição, o equipamento também "pesa": uma bicicleta de triatlo pode ultrapassar os 7.000 euros, uma fato de neoprene pode custar 1.400, e o resto (capacete, sapatilhas, ténis e roupa técnica) pode facilmente somar vários milhares de euros.









