Há quem diga que o estado do lava-loiça diz mais sobre uma pessoa do que o horóscopo. E talvez não estejam errados: uns não conseguem dormir enquanto houver uma colher por lavar, outros acreditam que deixar a loiça de molho "é o mesmo que lavá-la, só que com paciência".
A comediante americana Becca Bastos admite que pertence orgulhosamente ao segundo grupo: "O meu apartamento está sempre impecável - menos o lava-loiça. Aí faço as minhas próprias regras". E há quem se identifique.
O dilema do lava-loiça
Deixar pratos a demolhar durante dois dias porque o ovo mexido está mesmo agarrado é, para uns, sinal de preguiça. Para outros, é uma estratégia inteligente. Afinal, o detergente está a fazer o trabalho por nós, não é?
Mas o que parece apenas uma questão doméstica pode revelar muito sobre a nossa personalidade.
Segundo terapeutas familiares, citado pelo Huffpost, o estado do nosso lava-loiça está mais ligado às nossas emoções do que pensamos: os que deixam a loiça para depois costumam valorizar o descanso e são mais flexíveis com a ideia de "desorganização".
Já os que precisam de tudo limpo imediatamente sentem paz e controlo quando a casa está em ordem e o caos visual (mesmo que seja só uma frigideira) pode ser fonte de stress.
O lava-loiça como teste de convivência
Parece uma piada, mas há casais que discutem mais por causa de pratos sujos do que por dinheiro. O truque está em perceber que, muitas vezes, não se trata da loiça, mas sim do que ela representa: esforço, respeito, equilíbrio ou até falta deles.
E, como tudo na vida, a solução está no meio: se és do tipo que deixa a loiça "a marinar", lembra-te que o outro pode estar a sufocar com o caos. E se és do tipo que precisa do lava-loiça vazio para respirar, tenta relaxar, talvez o detergente também precise do seu tempo.
No fim, viver com alguém é isso mesmo: aprender a dividir o lava-loiça (e a paciência).









