O essencial:
Pagar as compras com cartão de crédito pode tornar o ato de compra menos "real", o que aumenta a probabilidade de despesas impulsivas. Um estudo científico de 2024 identifica o chamado "efeito sem dinheiro", que mostra que as pessoas tendem a gastar mais quando não veem o dinheiro físico a sair da carteira.
Pagar com cartão aumenta os gastos sem dares por isso
Usar o cartão de crédito para pagar as compras do supermercado é a forma mais simples no dia a dia: prático, rápido e aparentemente inofensivo. Mas economistas e especialistas em finanças alertam que esta facilidade pode estar a sabotar o teu orçamento sem que dês por isso.
Em 2024, uma meta-análise publicada no 'Journal of Retailing' compilou 71 estudos feitos em 17 países, com mais de 11 mil participantes, e identificou o "efeito sem dinheiro": um aumento pequeno, mas significativo, nos gastos quando se paga sem dinheiro físico. Por outro lado, quem paga em dinheiro tende a gastar até 30% menos, simplesmente porque sente o valor a sair da carteira.
O economista Richard Whittle explicou à 'BBC' que "esta facilidade de pagamento incentiva os consumidores a gastarem sem pensar. Eles podem estar mais inclinados a comprar aquilo que realmente não querem ou não precisam".
O que recomendam alguns especialistas:
- Reserva o cartão de crédito apenas para compras grandes, como eletrodomésticos ou mobiliário, onde o parcelamento faz mais sentido.
- Para despesas do dia a dia, como supermercado, combustível ou cafés, opta por dinheiro ou cartão de débito.
Pontos a reter:
- Pagar com cartão de crédito pode aumentar os gastos devido ao "efeito sem dinheiro".
- O "efeito sem dinheiro" mostra que os consumidores tendem a gastar mais quando não percebem o dinheiro a sair da conta.
- O dinheiro físico dá mais controlo na hora de ir ao supermercado.










