Paris tem agora uma atração turística inesperada: a janela por onde ocorreu o assalto ao Louvre, o museu mais visitado do mundo. No último domingo, quatro homens conseguiram entrar na galeria Apollo, uma das salas mais famosas do Louvre, e levar 88 milhões de euros em joias napoleónicas, num dos assaltos mais audaciosos das últimas décadas.

Visitantes curiosos e longas filas

Segundo o The Guardian, desde a reabertura do museu, esta quarta-feira, as filas voltaram a formar-se no Cour Napoléon, mas muitos visitantes desviam o olhar para uma janela alta virada para o Sena, parcialmente escondida por cortinas pretas. Turistas de todo o mundo param para observar o ponto exato por onde os ladrões entraram.


Como aconteceu o assalto ao Louvre

Dois dos quatro ladrões, disfarçados de operários com coletes refletores, usaram uma escada extensível e um elevador de carga para aceder à janela. Depois, quebraram duas vitrines com ferramentas de corte, recolheram as peças e fugiram em scooters, completando a operação em poucos minutos.

Entre os objetos levados estão oito joias da antiga coroa francesa, incluindo a famosa tiara da imperatriz Eugénia, do século XIX. A investigação está a cargo da Jurisdição Especializada Inter-regional de Paris (JIRS) e mobiliza cerca de 100 investigadores.

Impacto e curiosidade pública
Enquanto a galeria Apollo permanece encerrada para perícia, a janela transformou-se numa atração curiosa, atraindo visitantes que querem ver de perto o cenário de um crime que parece saído de um filme ou de uma série. O assalto reacendeu o debate sobre a segurança dos museus em França e como proteger um edifício tão grande e movimentado como o Louvre.