Em 2006, o engenheiro holandês Fred van der Weij decidiu que queria o melhor dos dois mundos: fritar batatas sem tanto óleo e com aquela crocância perfeita que todos amamos. Vai daí e decidiu criar o primeiro protótipo da air fryer, que era enorme, feito de madeira e alumínio, com uma cesta de arame que mais parecia a casa de um cão do que um aparelho de cozinha.

A inspiração do engenheiro veio de algo ainda mais curioso: nos anos 40, um tal de William L. Maxson inventou o "Whirlwind Oven" para aquecer refeições congeladas em aviões usando ar circulante. Van der Weij pegou nesse conceito, chamou-lhe "rapid air technology" e fez a magia acontecer.


Após anos de testes, a Philips lançou a versão final em 2010, numa grande feira de eletrónica em Berlim. O sucesso foi imediato: afinal, quem não quer comida crocante com até 80% menos gordura? A air fryer rapidamente passou de gadget estranho a presença obrigatória em cozinhas por todo o mundo.

O mais engraçado é que, apesar de se chamar fritadeira, a air fryer nem frita de verdade: usa ar quente que circula a alta velocidade para deixar os alimentos crocantes. Ou seja, é um forno de convecção super turbo, mas que nos faz sentir mestres da fritura sem uma gota de óleo.

Hoje em dia, a air fryer já não serve só batatas e asas de frango. Há quem faça desde rabanadas e bolos até vegetais assados perfeitos. E tudo isso começou com uma ideia simples: "e se pudéssemos fritar melhor, sem gordura e sem sujar a cozinha?"

Quem diria que, após estes anos todos, a air fryer ia virar um fenómeno e seria presença assídua na cozinha de tantas pessoas.