Agora, uma fotografia pode ser suficiente para decidir se alguém merece ou não um emprego. Esta é a conclusão inesperada e controversa de um estudo recente da Universidade da Pensilvânia, que apresenta uma ferramenta de inteligência artificial capaz de avaliar características de personalidade apenas através do rosto.


A investigação, destacada no 'The Economist' e citada no 'ZAP', analisa até que ponto um algoritmo consegue prever "soft skills" fundamentais no mercado de trabalho, como extroversão ou abertura à experiência, usando apenas uma fotografia do rosto.


Para realizar a análise, os investigadores reuniram 96 mil fotografias de perfil publicadas no LinkedIn e compararam-nas com as trajetórias profissionais de cada utilizador. Com o apoio de um novo modelo de IA, a equipa acabou por identificar padrões faciais que parecem estar associados a níveis mais elevados de sucesso na carreira.


A possibilidade de um algoritmo avaliar candidatos apenas pela aparência gerou uma nova polémica: até que ponto estas tecnologias podem perpetuar desigualdades ou discriminação?


Críticos alertam que sistemas deste tipo podem transformar o recrutamento num processo opaco e, sobretudo, injusto, onde um rosto "desfavorável" pode ditar o futuro profissional de alguém.