Começou tudo com os romanos.

Os romanos distribuíam "coisas" entre eles com um determinado objetivo. Durante as Saturnália, celebradas de 17 a 23 de dezembro, havia festa, comida e troca de pequenos presentes, chamados strenae, que eram raminhos simbólicos, figos, nozes e outros desejos de sorte para o novo ano.
Esta é uma das primeiras tradições documentadas de "dar algo" no inverno, segundo a 'Giftsinternational'.


Com o Cristianismo, a prática ganhou um novo significado. Os Magos ofereceram ouro, incenso e mirra ao Menino Jesus.
Depois, no decorrer do tempo, de acordo com o 'Historyhit', este acontecimento inspirou famílias a trocar presentes como forma de recordar esse momento.


Antes de existir o famoso senhor das barbas brancas, houve alguém ainda mais importante e que inspirou a figura do pai Natal: São Nicolau, conhecido por ajudar crianças pobres oferecendo moedas e pequenas prendas.


O grande "boom" moderno dos presentes chegou, no século XIX, quando a árvore de Natal se popularizou, quando apareceram os primeiros cartões de Natal e a família real britânica, com a rainha Vitória e o príncipe Alberto à cabeça, começou a celebrar o Natal com árvores, doces e presentes.

E tudo o que a realeza fazia virava moda na Europa, e em Portugal também com o marido da nossa rainha D. Maria II a trazer esta tradição para Portugal.


Com a produção em massa e a globalização, o Natal tornou-se também um fenómeno comercial.

No fundo, presentear quem mais gostas é uma forma de celebrar a relação, manter viva a tradição e participar numa celebração coletiva.


Agora umas dicas de como dar presentes sem stress (e com boa energia):

  • Pensa no significado, não no preço.
  • Escolhe algo que diga "pensei mesmo em ti" e não só a prenda genérica de última hora.
  • Lembra-te de que também podes "dar" tempo, experiências, um jantar caseiro, conta tudo.
  • E acima de tudo: diverte-te. Porque o Natal deve ser leve, bonito e com boas histórias, e não apenas listas intermináveis do que comprar.


Da próxima vez que abrires um embrulho, lembra-te: estás a participar numa tradição que nasceu nas festas romanas, ganhou força com os Reis Magos, viajou pela Europa, entrou nos salões da realeza e hoje chega a ti para lembrar que partilhar importa.

Mesmo que o presente seja, sim, outro par de meias, a intenção é que importa!