Os fungos que provocam bolor nos alimentos estão por todo o lado e flutuam no ar como pó invisível. Basta encontrarem comida húmida, quente ou prestes a estragar-se para começarem a crescer. Quando as manchas aparecem, o bolor já se espalhou pelo interior da comida e não é seguro confiar apenas no que se vê.
Quase todos os alimentos podem ser afetados, mas alguns são especialmente vulneráveis, como frutas, legumes e pão. Até produtos secos como "arroz, farinha ou lentilhas podem desenvolver bolor se estiverem húmidos", indica a especialista Philippa Hudson à 'BBC'.
Entre os alimentos mais problemáticos está o pão. A sua estrutura porosa permite que o bolor se espalhe rapidamente, muito além do que é visível. Cortar a parte afetada não garante que o restante esteja seguro.
Nos queijos, a resistência ao bolor varia consoante o tipo. Queijos duros, como parmesão ou cheddar, têm pouca humidade e são menos propensos a estragar-se. Se houver apenas uma pequena mancha, basta remover generosamente a área afetada e consumir o resto com cuidado. Já os queijos moles, como brie, queijo fresco ou ricotta, espalham o bolor rapidamente e qualquer sinal deve ser motivo para os deitar fora.
Frutas e legumes também exigem alguma atenção. Os mais firmes, como cenouras, repolho ou abóbora, permitem cortar a parte afetada sem desperdiçar o resto. Mas os produtos mais delicados, como tomates, pepinos, pêssegos ou frutos vermelhos, não recuperam, devendo ser deitados fora ao primeiro sinal de bolor.
Quando a dúvida persiste, mais vale prevenir do que arriscar intoxicações alimentares desnecessárias.










