A forma como um turista descreve uma cidade vai muito além da gastronomia ou dos monumentos. Para quem chega de mala na mão e câmara ao pescoço, a primeira impressão pode ser definida por algo bem mais simples: a limpeza. E foi precisamente isso que uma nova análise internacional procurou medir.


A empresa Radical Storage estudou mais de 70 mil avaliações, focando-se na limpeza das principais atrações das 100 cidades incluídas no Índice Global de Destinos Urbanos da Euromonitor. A partir das avaliações recolhidas nos últimos 12 meses, foi possível identificar os locais descritos como "limpos" e "sujos".


No topo da tabela surge Cracóvia, que conquista o título de cidade mais limpa do mundo, com 98,5% de avaliações positivas neste parâmetro. Sharjah, Singapura, Varsóvia e Doha completam o grupo das cinco cidades onde os visitantes mais elogiam a ordem e o cuidado dos espaços públicos.


Já Budapeste lidera a lista das cidades mais criticadas, com quase 40% das avaliações a apontar problemas de limpeza. Seguem-se destinos europeus de enorme peso histórico (Roma, Florença e Paris) que, pressionados por fluxos turísticos intensos e por centros antigos difíceis de manter, acumulam críticas superiores a 28%. Las Vegas encerra o lote das cidades onde o impacto visual da sujidade é mais referido pelos visitantes.


Portugal, por sua vez, marca presença pela positiva. O Porto surge como a 17.ª cidade mais limpa do mundo, com 94,8% das avaliações a destacar a boa manutenção dos seus espaços.


Este ranking oferece uma nova perspetiva sobre aquilo que molda a experiência dos viajantes e recorda que, por vezes, a verdadeira impressão que levamos de uma cidade começa ao nível das condições das suas ruas.