A RFM orgulha-se de ter ajudado a colocar este tema no centro da conversa e vai continuar a fazê-lo. Porque cultura é para todos.
Quando falamos de cultura para todos, a teoria, por vezes, não é igual à prática. E foi exatamente sobre isso que Margarida Balseiro Lopes falou numa emissão ao vivo da “RFM Sem Olhar a Quem”, em parceria com o Grupo Ageas Portugal e a Fundação Ageas, onde sublinhou a urgência de derrubar barreiras reais no acesso à cultura. Hoje, essa conversa transforma-se em ação.
É assinada agora a portaria que cria o Selo Espaços Culturais Acessíveis e Inclusivos, uma nova forma de reconhecer e incentivar, equipamentos culturais que se comprometem a receber todas as pessoas, segundo a Renascença, incluindo quem vive com deficiência.
O que é este selo afinal?
De acordo com a Renascença, tanto espaços públicos como privados vão poder candidatar-se a três níveis do selo: bronze, prata e ouro. A candidatura abre já em janeiro no gov.pt e, em 20 dias, as entidades responsáveis respondem. Fácil, rápido e com impacto imediato.
O selo distingue dois grandes tipos de espaços:
- Museus e áreas expositivas
- Teatros, cineteatros e cinemas
E não se trata apenas de rampas ou elevadores. Entram na avaliação critérios como:
- Barreiras arquitetónicas
- Existência de imagens em relevo, descrição em braille
- Serviços educativos acessíveis
- Conteúdos e experiências pensados para pessoas com deficiência
E há mais: bilhete gratuito para acompanhantes
Outra medida revelada pela ministra é o bilhete gratuito para o acompanhante de uma pessoa com deficiência, válido para equipamentos públicos e previsto para entrar em vigor em janeiro.
Como a própria explicou, não se trata de dar algo extra, mas de garantir que duas pessoas partem do mesmo ponto na hora de ir ao teatro, ao museu ou a um concerto.
O exemplo começa em casa: Museu Nacional dos Coches
A Renascença conta ainda que o Museu dos Coches já trabalha há anos para ser acessível, mas ainda não chegaria ao “ouro”. Há desafios pela frente, como visitas guiadas por quem domina Língua Gestual Portuguesa, algo que a equipa já está a preparar.
E o que é que a RFM tem a ver com isto?
Muito. Porque antes da portaria, antes do selo, antes dos níveis ouro-prata-bronze, houve um microfone aberto na RFM onde a ministra disse, ao vivo, que queria tornar a cultura verdadeiramente acessível.
Foi na “RFM Sem Olhar a Quem”, numa emissão especial dedicada ao acesso à cultura, com a Ageas e a Fundação Ageas Portugal, que Margarida Balseiro Lopes assumiu este compromisso. Agora, poucos meses depois, o compromisso vira medida, assinatura e impacto real para milhares de pessoas.
