Os termómetros caíram a pique esta semana em Yakutsk, no leste da Sibéria, atingindo os -45ºC e confirmando, mais uma vez, o estatuto da cidade como a mais fria do mundo habitada de forma permanente. Um cenário que parece saído de um documentário, mas que, para os cerca de 300 mil residentes, faz parte do inverno habitual.


O impacto sente-se em cada detalhe do quotidiano, de acordo com a 'SIC Notícias'. Ali, nem é necessário recorrer a qualquer sistema de refrigeração para conservar peixe e carne. O ar gelado é tão intenso que a exposição prolongada pode provocar queimaduras na pele em pouco tempo.


Ainda assim, a cidade não entra em modo de hibernação. As pessoas continuam a sair à rua, equipadas com vestuário adequado: casacos pesados, botas térmicas e chapéus que cobrem quase todo o rosto. O chá quente, consumido ao longo do dia, é um aliado indispensável para manter a temperatura corporal.


A principal alteração verificou-se no funcionamento das escolas. Perante o agravamento das condições meteorológicas, as autoridades decidiram suspender as aulas presenciais, transferindo o ensino para plataformas online durante os próximos dias.


Em Yakutsk, mesmo quando as temperaturas descem a níveis extremos, a cidade mostra que a adaptação é tão essencial quanto inevitável.