Todos os anos, mal acabam as passas, o champanhe perde o gás e o despertador volta a tocar, surge a grande questão social de janeiro: até quando é aceitável desejar "Bom Ano"?
Porque uma coisa é dizê-lo no dia 1 de janeiro, com glitter ainda no cabelo e o fogo de artíficio de fundo. Outra bem diferente é atirá-lo a alguém a meio do mês, quando já ninguém acredita em resoluções, o ginásio foi abandonado e o cartão de crédito está em coma induzido.
O problema não é desejar. É desejar tarde demais
O "Bom Ano" é uma expressão curta, simpática e aparentemente inofensiva. Nos primeiros dias de janeiro, tudo vale. Deseja-se bom ano ao porteiro, à vizinha que nunca responde ao elevador e até ao caixa do supermercado que claramente já ouviu aquilo 347 vezes nessa manhã. Faz parte do ritual.
Mas à medida que os dias passam, deixa de fazer sentido.
A zona cinzenta de janeiro
Há um período particularmente cinzento, aquela fase em que o ano já não é novo, mas também ainda não é oficialmente velho. Estamos de volta ao trabalho, já reclamámos do trânsito, já estamos mais do que de volta à rotina e mesmo assim há quem continue a largar um confiante "Bom Ano!" como se ainda estivéssemos nos primeiros dias de janeiro.
Então… qual é o prazo oficial?
Segundo o site "Medium", a conclusão é simples:
1 de janeiro: obrigatório.
2 a 6 de janeiro: totalmente aceitável. Ainda estamos todos a fingir que temos esperança.
7 a 10 de janeiro: arriscado, mas possível. Idealmente com um ligeiro ar de "eu sei, já vou tarde".
Depois disso: não. Só não.
A partir da segunda quinzena de janeiro, desejar Bom Ano já não é simpatia, já é repetitivo. O ano já começou, tropeçou, levantou-se e seguiu em frente. É hora de aceitar.
A exceção que confirma a regra
Claro que há exceções. Pessoas que não víamos há meses, colegas que regressam de férias prolongadas ou aquela tia que só aparece uma vez por ano. Aí, o "Bom Ano" é aceitável.
Desejar Bom Ano é bonito, cria ligação e dá aquela sensação coletiva de recomeço. Mas como tudo na vida, tem prazo de validade. Passado esse prazo, o melhor é guardar a boa educação para um simples "como estás?" que nunca falha e não provoca revirar de olhos.










