O essencial:

Não é preciso atingir os 10 mil passos diários para alcançar benefícios relevantes para a saúde. De acordo com uma nova investigação internacional, caminhar cerca de 7.000 passos por dia é suficiente para reduzir de forma clara o risco de várias doenças e de morte precoce.


O que revela o estudo?

A investigação, que analisou dados de mais de 160 mil adultos, avaliou pela primeira vez o impacto da caminhada em múltiplas áreas da saúde, indo além da mortalidade ou das doenças cardíacas, segundo o 'Expresso'.


Os resultados indicam que aumentar a atividade diária de cerca de 2.000 para 7.000 passos, o equivalente a aproximadamente cinco quilómetros, está associado a uma redução significativa de vários riscos para a saúde, incluindo mortalidade precoce, doenças cardiovasculares, cancro, diabetes tipo 2, demência e depressão.


Segundo os autores do estudo, este valor representa um objetivo mais realista e sustentável para a maioria da população, sobretudo para quem tem rotinas sedentárias ou dificuldade em cumprir metas mais exigentes.


Paddy Dempsey, investigador da Universidade de Cambridge e coautor do estudo, defende que, em vez de metas rígidas, deve ser reforçada a ideia de progresso gradual.


Pontos a reter:

  • 7.000 passos por dia estão associados a benefícios significativos para a saúde.
  • Observam-se reduções no risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, cancro, demência e depressão.
  • Pequenos aumentos diários fazem diferença, mesmo abaixo dos 7.000 passos.
  • A ciência reforça: a regularidade é mais importante do que números perfeitos.