O essencial:
Ser destro ou canhoto está associado à organização dos hemisférios cerebrais e à forma como o cérebro gere o esforço e a coordenação motora. Para a ciência, esta distribuição reflete uma especialização cerebral, que atribui maior precisão motora a um dos lados do corpo.
Como é que o cérebro determina a mão dominante?
Como explica o site 'The Conversation', o hemisfério esquerdo controla os movimentos do lado direito do corpo e o hemisfério direito comanda o lado esquerdo. Quando apenas uma destas áreas assume um papel dominante, o corpo responde com maior rapidez e eficácia, o que explica porque tendemos a usar mais uma mão do que a outra.
Dados recolhidos em estudos internacionais indicam que a escolha da mão dominante começa ainda durante a gravidez, uma vez que alguns fetos revelam movimentos repetidos com a mesma mão no útero. A genética e o ambiente envolvente também influenciam este processo.
Apesar da existência de uma mão dominante, o cérebro mantém capacidade de adaptação ao longo da vida. Exercitar a mão menos usada pode melhorar a coordenação motora, sem alterar a lateralidade natural.
Pontos a reter:
- A preferência por uma mão é determinada pelo cérebro.
- A lateralidade começa a formar-se antes do nascimento.
- Não há vantagens cognitivas comprovadas entre destros e canhotos.
- O cérebro mantém capacidade de adaptação ao longo da vida.










