O essencial:
Pensar constantemente em comida, mesmo sem fome, é mais comum do que parece e tem nome: ruído alimentar. Este "barulho" mental pode influenciar escolhas pouco saudáveis, levar a excessos e dificultar a relação com a alimentação, mas a boa notícia é que pode ser reduzido com hábitos simples do dia-a-dia.
Entre novas modas de emagrecimento, medicamentos da moda e regras alimentares que mudam quase todos os anos, perceber o que realmente faz bem à saúde pode parecer uma missão impossível.
Afinal, o que é isso e como se pode controlar?
O que é o "ruído alimentar"?
Imagina ter pensamentos constantes sobre comida ao longo do dia:
"Apetece-me um doce."
"O que vou comer a seguir?"
"Isto engorda, aquilo não."
"Devia comer melhor."
Segundo especialistas, citados pelo site da
Fox News, este fluxo quase automático de pensamentos chama-se ruído alimentar, uma espécie de barulho mental que pode interferir nas escolhas alimentares e até na rotina diária.
Em muitos casos, leva a comer mais do que o corpo realmente precisa, o que pode contribuir para aumento de peso, colesterol elevado, tensão alta e outros problemas de saúde.
E atenção: não tem nada a ver com falta de força de vontade.
Na maioria das vezes, é o resultado de anos de dietas restritivas, stress, refeições irregulares e pouca escuta dos sinais do corpo.
Porque é que sentimos tanta fome (mesmo sem fome)?
O apetite é controlado por três grandes fatores:
✔ fome real
✔ sensação de saciedade
✔ prazer ao comer
O corpo produz naturalmente uma hormona chamada GLP-1, que ajuda a regular o apetite e a avisar quando já chega de comer.
Em algumas pessoas, sobretudo com excesso de peso, esse sinal pode não funcionar tão bem. Resultado? O cérebro continua a pedir comida, mesmo quando o corpo já teve o suficiente.
Além disso, alimentos muito açucarados e processados libertam dopamina, a hormona do prazer, o que faz querer repetir… e repetir… e repetir.
É por isso que um brownie parece sempre mais apetitoso do que uma salada.
Como reduzir o ruído alimentar de forma natural (sem dietas malucas)
A boa notícia: há hábitos simples que ajudam e muito.
1. Regista quando surgem os desejos
Apetece sempre comer quando estás ao telemóvel? À noite? Quando estás stressado/a?
Perceber os gatilhos é meio caminho andado para os controlar.
2. Apostar em fibra e proteína
São dois aliados da saciedade.
Ajudam o corpo a sentir-se cheio por mais tempo e estimulam naturalmente as hormonas que controlam o apetite.
Exemplos simples: aveia, legumes, fruta, grão, feijão, ovos, iogurte, peixe, frango, tofu.
3. Comer com atenção (mesmo!)
Nada de comer em piloto automático.
Comer devagar, sem telemóvel ou televisão, ajuda o cérebro a perceber quando o corpo já está satisfeito e evita exageros.
4. Dormir bem faz milagres
Poucas horas de sono aumentam a vontade por doces, fritos e hidratos de carbono rápidos.
O ideal? Entre 7 a 9 horas por noite.
5. Reduzir o stress
O stress constante aumenta o cortisol, uma hormona ligada ao aumento de peso e à fome emocional.
Caminhadas, exercício, respiração, meditação ou simplesmente pausas reais durante o dia ajudam mais do que parece.
6. Mexer o corpo regularmente
Não precisa de ser ginásio todos os dias.
Caminhar, dançar, nadar ou treinar em casa já ajudam a equilibrar as hormonas da fome e a melhorar a relação com a comida.
O que podes levar daqui?
O que é ruído alimentar?
É quando a mente pensa frequentemente em comida, mesmo sem necessidade física de comer.
Ruído alimentar é fome real?
Nem sempre. Muitas vezes está ligado a emoções, hábitos, stress ou picos de açúcar no sangue.
Porque acontece tanto?
Pode surgir por dietas restritivas, refeições irregulares, falta de sono, stress ou consumo excessivo de alimentos processados.
É falta de controlo?
Não. É uma resposta do corpo e do cérebro e não falta de força de vontade.
Como reduzir naturalmente?
Com refeições equilibradas, mais fibra e proteína, sono de qualidade, menos stress e atenção plena ao comer.
Medicamentos são a única solução?
Não. A maioria das pessoas consegue melhorar muito apenas com mudanças de hábitos.