O essencial:
A saúde não depende apenas do tipo de carne, mas sobretudo do corte, da quantidade e da forma de confeção. Em geral, carnes frescas e magras tendem a ser melhores opções, enquanto carnes processadas devem ser consumidas apenas de forma ocasional, de acordo com o '
Daily Mail'.
Entre tantas opções, qual é a melhor?
Apesar de continuar a ocupar um lugar central na alimentação, a carne é um grupo alimentar muito mais diverso do que aparenta. Segundo nutricionistas, o impacto nutricional varia muito consoante a forma como o animal é criado, a parte que chega ao prato e o método de confeção. Grelhar, cozer, estufar ou assar no forno são métodos sempre preferíveis a fritar. Além disso, retirar gordura visível faz, muitas vezes, mais diferença do que trocar o tipo de carne.
Frango e peru: escolhas seguras no dia-a-dia
Entre as carnes mais consumidas, o frango e o peru destacam-se pelo elevado teor de proteína e baixo teor de gordura, sobretudo quando consumidos sem pele. O peito é a parte mais magra e a mais recomendada em dietas equilibradas. As pernas e coxas, embora mais saborosas, têm mais gordura, mas continuam a ser opções aceitáveis quando consumidas com moderação.
Pato: não é para todos os dias
O pato ocupa uma posição intermédia entre as carnes brancas e vermelhas. É mais gordo do que o frango ou o peru, sobretudo devido à pele, mas continua a ser uma fonte relevante de proteína de boa qualidade, ferro e vitaminas do complexo B. Quando consumido sem pele e preparado de forma simples, assado ou grelhado, sem molhos pesados, pode integrar uma alimentação equilibrada. Ainda assim, pelo teor de gordura mais elevado, é uma carne a reservar para consumo ocasional.
Carne de vaca: nutritiva, mas exige controlo
A carne de vaca é uma fonte importante de ferro e vitamina B12, nutrientes essenciais para a energia e o transporte de oxigénio no organismo, como indica a nutricionista Amanda Sherif. Ainda assim, o consumo excessivo de carne vermelha está associado a riscos para a saúde. Os especialistas aconselham a limitar a ingestão semanal e a optar por cortes magros, evitando carne picada com elevado teor de gordura.
Porco: da opção magra ao excesso
A carne de porco é particularmente variável. Cortes como o lombinho ou o lombo são relativamente magros e podem integrar uma alimentação equilibrada. O problema surge com enchidos, bacon, presunto e outros produtos processados, ricos em sal e gordura saturada, cujo consumo frequente está associado a doenças cardiovasculares e a um maior risco de cancro.
Resumindo, o que realmente faz a diferença é variar, controlar as quantidades e preferir carnes frescas e magras, nomeadamente frango ou peru, bem cozinhadas e sem processamento industrial.
Pontos a reter:
- Carnes magras são a melhor opção para consumo regular.
- Frango e peru destacam-se pela relação proteína/gordura.
- Carne vermelha deve ser consumida com moderação.
- Carnes processadas devem ser evitadas no dia-a-dia.
- A forma de confeção é tão importante como o tipo de carne.