O essencial:

Exames de ressonância magnética demonstraram que o bocejo modifica o fluxo do líquido cefalorraquidiano, um elemento fundamental para o equilíbrio do sistema nervoso central, de acordo com o site 'Science Alert'.


O que os estudos revelaram?

A investigação foi conduzida por uma equipa da Universidade de New South Wales, na Austrália, que analisou imagens de ressonância magnética de voluntários saudáveis enquanto bocejavam, respiravam profundamente e mantinham uma respiração normal.


Ao contrário do que os investigadores esperavam, os resultados não foram semelhantes. Durante o bocejo, o líquido cefalorraquidiano afastou-se do cérebro, um comportamento que não ocorreu durante a respiração profunda, apesar de ambos envolverem movimentos amplos do corpo. E o que isto significa? O bocejo provoca uma alteração na direção do fluido que envolve e protege o cérebro.


Outro dado relevante do estudo é que cada participante apresentou um padrão de bocejo consistente, repetido ao longo dos testes. Para os cientistas, isto indica que o bocejo é controlado por mecanismos neurológicos inatos e não resulta de aprendizagem ou imitação consciente. Esta característica ajuda a explicar porque é que o bocejo é facilmente reconhecível.


Porque bocejamos, afinal?

O estudo não responde de forma definitiva à função do bocejo, mas levanta algumas hipóteses. Entre elas estão um possível papel na regulação da atividade cerebral ou um mecanismo associado à manutenção do equilíbrio interno do sistema nervoso. Os investigadores defendem que o bocejo poderá ter um papel mais relevante na saúde cerebral do que se pensava até agora.


Mas o bocejo não é apenas um reflexo automático do nosso corpo. Para além do que provoca no cérebro, este comportamento tem outra característica intrigante: é contagioso. Porque será que, quando tens alguém ao pé de ti a bocejar, não resistes e começas a bocejar também? Descobre aqui!


Pontos a reter:

  • O bocejo provoca alterações no interior do cérebro.
  • Pode ter a capacidade de proteger o cérebro.
  • O efeito não acontece durante a respiração profunda.
  • Cada pessoa tem um padrão de bocejo próprio.
  • O bocejo é contagioso.