O essencial:
Um estudo com quase oito mil idosos japoneses encontrou uma associação entre o consumo semanal de queijo e um risco ligeiramente mais baixo de desenvolver demência.
O que revela a investigação?
A análise acompanhou quase oito mil pessoas com mais de 65 anos, todas a viver de forma independente no início do estudo. Ao longo de três anos, os investigadores compararam dois grupos: os que consumiam queijo pelo menos uma vez por semana e os que nunca o incluíam na alimentação.
De acordo com o site 'Science & Vie', os resultados mostraram que a incidência de demência foi inferior entre os consumidores regulares. Os investigadores apontam várias hipóteses para explicar esta ligação: o queijo contém nutrientes associados à saúde cerebral e vascular, como proteínas de alta qualidade e determinadas vitaminas importantes para a circulação sanguínea, um fator-chave na prevenção de alguns tipos de demência.
O estudo levanta também uma questão importante: quem consome queijo tende, geralmente, a ter hábitos alimentares mais equilibrados, com maior ingestão de fruta, legumes e peixe. Estes fatores são conhecidos por contribuir para um envelhecimento cognitivo mais saudável.
Mesmo depois de ajustados estes comportamentos, a associação entre o consumo de queijo e o menor risco de demência manteve-se. Para os investigadores, isto indica que o queijo poderá ter um efeito próprio, embora integrado num padrão alimentar mais amplo.
Os autores alertam para algumas limitações: o consumo alimentar foi avaliado apenas no início do estudo, sem controlo das quantidades nem de alterações ao longo do tempo. Por isso, os resultados devem ser interpretados com prudência e não substituem outras recomendações já estabelecidas para a saúde cerebral.
Pontos a reter:
- Um consumo moderado de queijo pode estar associado a um menor risco de demência.
- O efeito é preventivo e não substitui uma alimentação equilibrada nem um estilo de vida saudável.
- É necessária mais investigação para definir quantidades e tipos ideais.










