Sair de uma festa devia ser simples: casaco vestido, beijinho no ar, "falamos amanhã" e siga. Mas a realidade é outra. A saída transforma-se numa maratona social que, pelos vistos, nos está a custar quase um dia inteiro por ano.
Um estudo do "Time Management Institute da UNSW" entrevistou 2000 australianos e chegou a uma conclusão inesperada: em média, cada pessoa vai a 25 festas por ano. Até aqui, tudo normal. O problema começa quando decidimos sair.
Desde o momento em que alguém diz "tenho mesmo de ir" até conseguir efetivamente atravessar a porta, passam, em média, 45 minutos. Quarenta e cinco. Minutos. Isto significa que, ao longo de um ano, gastamos cerca de 18 horas e 45 minutos só em despedidas.
E há quem leve isto ao nível profissional: alguns inquiridos admitem gastar o dobro desse tempo anual apenas a repetir justificações como "tenho de acordar cedo", "o Uber já está a caminho" ou o clássico "prometo que para a semana jantamos". Estamos a falar de 37 horas e meia por ano, ou seja, quase dois dias por ano.
O estudo também revela outro perigo: o anfitrião. No exato momento em que anuncias a tua saída, surge alguém com um copo na mão a dizer "fica só mais um bocadinho". E esse "bocadinho" pode facilmente transformar-se em mais uma hora.
A recomendação dos investigadores? Cuidado com a armadilha da despedida prolongada. Na verdade, muitos anfitriões estão demasiado ocupados, ou demasiado animados, para reparar numa saída discreta.
É por isso que cresce a popularidade da chamada "saída à francesa": desaparecer sem alarido, sem ronda final, sem discurso de encerramento. Simplesmente… evaporar.
No fundo, talvez esteja na hora de repensar este ritual social. Porque entre abraços repetidos, promessas vagas e explicações em loop, a despedida pode acabar por ser a parte mais longa, e mais cansativa, da noite.
E tu? És da equipa que faz tournée de despedidas ou da equipa ninja que já está em casa quando alguém pergunta "onde é que ele foi?".










