O custo de vida continua a dar sinais de alerta e o cabaz alimentar em Portugal atingiu um novo máximo. De acordo com dados da DECO PROteste, o conjunto de 63 produtos essenciais já custa 254,40 euros, acumulando um aumento de 12,57 euros desde o início do ano.


Mas afinal, quais são os alimentos que mais estão a pesar na carteira?

Os produtos que mais subiram na última semana

Entre 18 e 25 de março, houve alguns alimentos que registaram aumentos significativos:
Curgete: +17% (2,75€)
Tomate chucha: +15% (2,60€)
Cebola: +10% (1,42€)

Produtos básicos do dia a dia que, semana após semana, continuam a encarecer.

Comparação anual: aumentos que impressionam

Se compararmos com o mesmo período do ano passado, os aumentos tornam-se ainda mais evidentes:
Couve-coração: +53%
Café torrado moído: +39%
Robalo: +39%

Ou seja, produtos essenciais, desde legumes a peixe, estão significativamente mais caros.

Desde 2022: aumentos históricos nos alimentos

Desde que esta análise começou, em 2022, alguns produtos destacam-se pelos aumentos expressivos:
Carne de novilho para cozer: +122%
Couve-coração: +88%
Ovos: +84%

Valores que mostram o impacto contínuo da inflação alimentar nos últimos anos.

Peixe, fruta e legumes lideram subidas

Nos primeiros meses de 2026, os maiores aumentos registaram-se em:
Peixe: +7,68%
Frutas e legumes: +6,43%

Um exemplo claro:
Um cabaz com frutas e legumes passou de 28,51€ para 30,34€
Já o cabaz de peixe subiu de 84,43€ para 90,91€

Um cabaz cada vez mais caro

Apesar de a subida semanal ter sido ligeira, a tendência mantém-se: os preços continuam a bater recordes.
Hoje, comprar os mesmos produtos custa:
Mais 17,46€ do que há um ano
Mais 66,70€ do que em 2022

O que significa isto para os consumidores?

O aumento do preço dos alimentos em Portugal está a afetar diretamente o orçamento das famílias. Produtos essenciais, como legumes, peixe, carne e ovos, continuam a subir, tornando cada ida ao supermercado mais cara.