O essencial:

O sistema de pagamento do estacionamento na via pública em Lisboa poderá sofrer uma transformação significativa nos próximos anos. A EMEL está a analisar a retirada progressiva dos parquímetros, numa estratégia que privilegia o pagamento através de plataformas digitais, segundo avança o 'Público', citado no 'Correio da Manhã'.


Custos e vandalismo pesam na decisão

A adesão crescente a aplicações móveis por parte dos condutores tem reduzido a necessidade de recorrer a equipamentos físicos. Esta mudança de comportamento é um dos principais fatores que sustentam a reavaliação do modelo atual.


Além disso, a gestão e manutenção dos milhares de parquímetros instalados na cidade representam custos elevados. A estes juntam-se episódios de vandalismo, que têm impacto direto na disponibilidade e funcionamento dos equipamentos.


Está a ser preparado um projeto-piloto para testar o funcionamento de zonas sem parquímetros. A medida permitirá avaliar o grau de adaptação dos utilizadores e a viabilidade da solução a longo prazo.


A retirada de alguns equipamentos já começou, numa lógica faseada. O processo deverá evoluir de acordo com os resultados dos estudos em curso e da experiência no terreno.


O que podes levar daqui?

Os parquímetros vão mesmo desaparecer?

Ainda não existe uma data definida, mas a retirada dos parquímetros deverá ser gradual.


Como vou pagar o estacionamento?

A tendência é para o uso de aplicações móveis, substituindo o pagamento em moedas.


Porque é que isto está a acontecer?

A EMEL aponta o aumento dos pagamentos digitais, os custos elevados de manutenção dos equipamentos e os atos de vandalismo.


Já estão a ocorrer mudanças nas ruas?

Sim, alguns equipamentos já começaram a ser removidos.


Vai haver testes antes da decisão final?

Sim, está previsto um projeto-piloto para avaliar o novo modelo, ainda sem localização definida.