Os millennials estão no centro de uma das maiores transferências de riqueza de sempre, mas há um contraste difícil de ignorar: mesmo com a perspetiva de herdar património significativo, muitos sentem-se financeiramente mais limitados do que as gerações anteriores.

Segundo a consultora Knight Frank, citado pelo site CNBC, nas próximas décadas, património acumulado por pais e avós será transferido para os millennials (nascidos entre 1981 e 1996), sobretudo através de heranças e bens familiares.


O paradoxo: riqueza futura, sensação de escassez hoje

Apesar do volume de riqueza em causa, muitos millennials vivem com uma sensação constante de limitação financeira no dia a dia. De acordo com a LendingClub, esta é uma das gerações com maior tendência para viver de salário em salário, com pouca margem de poupança.


Não é apenas uma questão de consumo

A explicação vai além de hábitos de gasto.

Muitos millennials fazem parte da chamada "geração sanduíche":

  • Apoiam financeiramente os pais
  • Sustentam os próprios filhos
  • Enfrentam custos fixos elevados

O resultado é uma divisão constante do rendimento por várias responsabilidades.


Preparação financeira em debate

O gestor Salvatore Buscemi alerta que muitos millennials podem não estar preparados para gerir grandes heranças quando estas chegarem.

Ao contrário de outras gerações, muitos não tiveram de construir património de forma gradual, o que pode limitar experiência financeira.


O que podes levar daqui

Os millennials vão ser a geração mais rica?
Sim, devido à transferência de riqueza prevista nas próximas décadas.

Porque se sentem financeiramente limitados?
Devido ao custo de vida elevado e às responsabilidades familiares.

O que é a "geração sanduíche"?
São pessoas que apoiam pais e filhos ao mesmo tempo.

As heranças já estão a acontecer?
Algumas sim, mas a maioria da transferência ainda está por vir.

Todos vão beneficiar desta riqueza?
Não, depende da realidade financeira de cada família.