Essencial
Sentir um coração partido não é apenas emocional, é também físico e neurológico. Estudos mostram que o amor ativa no cérebro os mesmos sistemas ligados à motivação e à dependência, o que faz com que a perda de alguém funcione quase como um processo de "abstinência".
Isto ajuda a explicar porque é que é tão difícil deixar de pensar em alguém, mesmo quando se quer seguir em frente.
O que acontece no cérebro quando te apaixonas
A antropóloga biológica Helen Fisher, citada pelo site Upworthy, dedicou décadas a estudar o amor e descobriu que este ativa uma zona específica do cérebro: a área tegmental ventral (VTA).
Esta região é responsável pela produção de dopamina, uma substância ligada ao prazer, motivação e desejo. É a mesma área ativada em situações de recompensa intensa, o que explica a sensação de euforia quando se está apaixonado.
Segundo a investigadora, o amor não é apenas uma emoção, funciona como um impulso biológico.
Porque é que custa tanto lidar com o fim de uma relação
Quando uma relação termina, o cérebro não "desliga" esse sistema automaticamente.
Estudos mostram que, mesmo após uma separação, a VTA continua ativa, mantendo o desejo e a ligação emocional. Ao mesmo tempo, entram em ação outras áreas do cérebro associadas a:
- dor física
- pensamentos obsessivos
- análise constante do que correu mal
- ligação emocional profunda
É por isso que o fim de uma relação pode parecer tão intenso, o cérebro continua “ligado” a alguém que já não está presente.
O amor funciona como uma dependência
A investigação sugere que o amor romântico pode funcionar como uma forma de dependência natural.
Quando tudo corre bem, gera prazer e bem-estar. Quando acaba, pode provocar sintomas semelhantes a abstinência: saudade intensa, pensamentos repetitivos e dificuldade em seguir em frente.
É possível ultrapassar um coração partido
Apesar da intensidade, este processo tende a melhorar com o tempo.
Compreender que o que se sente tem uma base biológica pode ajudar a lidar melhor com a situação. O cérebro precisa de tempo para reajustar os seus padrões e reduzir essa "ligação química".
Algumas abordagens, como o treino mental e a regulação emocional, podem ajudar a diminuir a intensidade desses sentimentos.
O que podes levar daqui
Porque é que o coração partido dói tanto?
Porque ativa áreas do cérebro associadas à dor física e à dependência emocional.
O amor é mesmo como uma dependência?
Segundo estudos, sim. Ativa sistemas semelhantes aos envolvidos em comportamentos aditivos.
Porque é difícil esquecer alguém?
Porque o cérebro continua a ativar os circuitos de desejo e ligação, mesmo após o fim da relação.
Isto acontece com toda a gente?
Sim, embora a intensidade possa variar de pessoa para pessoa.
Quanto tempo demora a passar?
Não há um tempo exato, mas tende a diminuir à medida que o cérebro se adapta e cria novas ligações.









