O essencial:
A promessa de que a inteligência artificial iria reduzir custos e substituir funções humanas está a revelar-se mais complexa do que o previsto. Em vários casos, empresas que dispensaram trabalhadores estão agora a recontratá-los para treinar, corrigir e supervisionar sistemas de IA, de acordo com o ZAP.
Tecnologia continua a precisar de intervenção humana
Grande parte dos modelos de IA depende de trabalho humano para evoluir. Na prática, profissionais que perderam o emprego acabam por regressar para ensinar as máquinas a executar tarefas que antes realizavam diariamente.
É necessário rever respostas, corrigir erros, comparar resultados, classificar informação e validar conteúdos gerados automaticamente. Sem este processo, muitas ferramentas continuam a apresentar falhas básicas ou respostas imprecisas. Por isso, empresas tecnológicas têm recorrido a antigos funcionários para melhorar estes sistemas.
Em vários relatos do setor tecnológico norte-americano, trabalhadores regressaram a funções ligadas ao treino de IA depois de terem sido despedidos. Em alguns casos, há referências a salários mais baixos e maior controlo, segundo o Futurism.
Se por um lado as empresas procuram maior eficiência, por outro continuam dependentes de mão-de-obra humana especializada para garantir qualidade e fiabilidade. Para já, a realidade parece clara: a IA pode automatizar parte do trabalho, mas ainda precisa de pessoas para aprender.
Pontos a reter:
- Empresas estão a recontratar antigos trabalhadores para treinar sistemas de IA.
- A IA continua dependente de supervisão e correção humana.
- Há relatos de regressos com piores condições laborais.










