O essencial:

Está a circular em Portugal uma nova burla em que o contacto, seja por e-mail, chamada ou mensagem, surge com um aviso alarmante: alguém que se faz passar por um inspetor da Polícia Judiciária afirma que a tua conta está a ser usada de forma ilegal. O objetivo é levar-te a partilhar dados pessoais ou a fazer pagamentos urgentes.


Esquema recorre a pressão e identidade falsa para parecer credível

A burla começa com um contacto que parece credível. Do outro lado está alguém que se identifica como André Santos, inspetor da Polícia Judiciária, chegando mesmo a apresentar um suposto crachá (n.º 28374) para reforçar a legitimidade da abordagem, segundo uma publicação da Polícia Judiciária.


A narrativa inclui alegadas investigações em curso, muitas vezes relacionadas com crimes financeiros ou utilizações indevidas da identidade da vítima. Para tornar o contacto mais convincente, os burlões recorrem a dados pessoais reais, como nome, número de telefone ou banco, que terão obtido previamente. Esse detalhe é suficiente para gerar confiança e levar a decisões precipitadas.


Ao longo da conversa, o objetivo é recolher mais informações sensíveis ou levar a vítima a realizar pagamentos, normalmente através de referências multibanco. Caso haja resistência, o tom intensifica-se, com ameaças de que a vítima terá de se deslocar ao Departamento de Investigação Criminal de Braga e o envio de documentos falsificados, como supostos mandados.


O que deves ter em conta

As autoridades sublinham que este tipo de abordagem não corresponde a procedimentos oficiais. A Polícia Judiciária não solicita pagamentos, transferências nem dados bancários por telefone, e-mail ou mensagens.


Pontos a reter:

  • Trata-se de uma burla com falsos inspetores da PJ.
  • Os contactos podem surgir por várias vias, incluindo WhatsApp.
  • São usados dados pessoais reais para ganhar credibilidade.
  • O objetivo é obter dinheiro ou informação bancária.
  • Podem ser enviados documentos falsos e feitas ameaças.
  • As autoridades nunca pedem pagamentos por estes meios.
  • Deves interromper o contacto e denunciar a situação.


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