O essencial:

O hantavírus está no centro das atenções depois de vários casos detetados em passageiros ligados ao navio MV Hondius. Apesar da preocupação internacional, especialistas em pneumologia defendem que o vírus não apresenta a mesma facilidade de propagação observada na Covid-19. O principal foco das autoridades está nas formas graves da doença, que podem provocar problemas respiratórios severos. Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde já publicou orientações para profissionais de saúde sobre eventuais casos suspeitos no país.


Especialistas consideram risco de disseminação limitado

O professor de pneumologia Nikos Tzanakis, da Universidade de Creta, considera que o atual surto está a ser acompanhado de perto, mas sem sinais de propagação generalizada, de acordo com o site ETP News.


Segundo o especialista, o hantavírus Andes tem uma "disseminação limitada" e exige normalmente contacto próximo e prolongado para que exista transmissão entre pessoas, uma realidade diferente da observada durante a pandemia de coronavírus. Ainda assim, os médicos mantêm uma atenção redobrada devido ao impacto que o vírus pode ter nos pulmões nos casos mais graves.


Embora muitos casos possam começar com sintomas semelhantes aos de uma gripe, o hantavírus pode evoluir rapidamente para dificuldades respiratórias severas. Entre os sinais mais comuns estão:
  • Febre.
  • Dores musculares.
  • Cansaço extremo.
  • Náuseas e sintomas gastrointestinais.
  • Tosse.
  • Dificuldade respiratória.
  • Pneumonia.
  • Choque cardiovascular em casos graves.


Segundo Nikos Tzanakis, a experiência adquirida durante a pandemia permitiu melhorar os mecanismos de rastreamento e resposta rápida, o que ajuda a controlar potenciais cadeias de transmissão numa fase inicial: "O nível de vigilância e alerta internacional está no mais alto nível possível, precisamente porque as autoridades de saúde atuam agora de forma preventiva e não depois dos factos".


Nos últimos anos, vários países europeus têm vindo a registar casos de hantavírus, de acordo com dados oficiais.


O que se sabe sobre o hantavírus?

O hantavírus é transmitido principalmente através do contacto com roedores infetados ou com partículas contaminadas por urina, saliva e fezes destes animais. A variante Andes, identificada neste surto, é uma das poucas associadas à transmissão entre humanos, embora em circunstâncias consideradas pouco frequentes. Se queres evitar a presença de ratos e roedores em casa, arrecadação, jardim ou sótão, tem atenção a estas dicas.


Pontos a reter:

  • Especialistas afastam cenário de propagação semelhante à Covid-19.
  • O hantavírus Andes tem transmissão considerada "limitada".
  • A principal preocupação está nas complicações respiratórias graves.
  • O vírus transmite-se sobretudo através do contacto com roedores infetados.


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