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O lançamento da coleção limitada "Royal Pop", criada pela Swatch em parceria com a Audemars Piguet, provocou cenas de caos em vários países. Houve filas durante dias, agressões, lojas encerradas por segurança e até intervenção policial com gás lacrimogéneo em França. Em Portugal, dezenas de pessoas passaram a noite à porta de centros comerciais para tentar comprar um dos relógios.

Relógio da Swatch gera o caos no mundo

O cenário parecia mais próximo de um concerto ou do lançamento de um telemóvel raro do que de uma venda de relógios. Mas bastou a chegada da nova coleção "Royal Pop" para criar uma verdadeira corrida mundial às lojas da Swatch.

A coleção junta dois universos completamente diferentes: o design icónico do Royal Oak da Audemars Piguet, normalmente associado a relógios que custam milhares de euros, e o estilo colorido e pop da Swatch dos anos 80. O resultado? Oito modelos limitados vendidos por cerca de 350 a 400 euros… e multidões desesperadas para conseguir um.


Em Portugal houve pessoas a dormir à porta das lojas

Segundo a SIC Notícias, no Colombo e no NorteShopping, várias pessoas passaram a noite em filas para garantir lugar. A regra era clara: um relógio por pessoa, uma compra por dia e stock extremamente limitado. Mesmo assim, muitos acabaram por sair de mãos vazias.

França teve gás lacrimogéneo e lojas encerradas

Foi em França que a situação atingiu níveis mais caóticos. Perto de Paris, cerca de 300 pessoas concentraram-se junto a uma loja da Swatch num centro comercial. Segundo as autoridades, houve agressões, danos em estruturas de segurança e confrontos que obrigaram a polícia a intervir com gás lacrimogéneo. A venda acabou cancelada.

Em cidades como Lyon, Lille e Montpellier, várias lojas permaneceram fechadas por questões de segurança.

O caos repetiu-se um pouco por todo o mundo. Em Milão, houve empurrões e confrontos; em Nova Iorque formaram-se filas durante vários dias; no Reino Unido várias lojas encerraram preventivamente.

Um comprador em Times Square contou à AFP que a situação parecia "um mosh pit", descrevendo empurrões e pessoas a furarem filas para conseguirem entrar primeiro.

O verdadeiro objetivo? Revender por milhares

Apesar da febre dos fãs, muitos compradores tinham outro plano: revender imediatamente os relógios online. Poucas horas depois do lançamento, alguns modelos já estavam à venda em plataformas como a Vinted por valores acima dos 2.700 euros.

Para muitos, comprar deixou de ser apenas consumir, passou a ser um investimento ou até um troféu social. E quanto mais difícil é conseguir um produto… mais as pessoas parecem querê-lo.


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