Essencial
Um padeiro de Monte Novo do Sul tornou-se uma das figuras centrais do caso que envolve duas crianças francesas, de 5 e 3 anos, encontradas sozinhas junto a uma estrada em Alcácer do Sal. Alexandre Quintas foi quem as acolheu, lhes deu comida e ajudou a acionar as autoridades depois de as ver a vaguear, a chorar e a gritar na berma da estrada, numa zona isolada junto ao rio Sado, segundo relato feito ao "Observador".
B. e Z. foram deixadas sozinhas no mato
As crianças, identificadas como B. e Z., terão sido deixadas num contexto que a investigação descreve como um alegado "jogo" proposto pelo padrasto e pela mãe, que terá terminado com o abandono dos menores no mato. O caso está agora a ser investigado pelas autoridades portuguesas e acompanhado por entidades internacionais, incluindo a Embaixada de França, como confirmou o "Observador".
O momento em que o padeiro ouviu os gritos
Segundo o próprio, citado pelo "Observador", Alexandre Quintas estava quase a chegar à padaria da família quando ouviu gritos de crianças perto da estrada Nacional 253. Num primeiro momento, hesitou, com medo de ser uma tentativa de assalto, mas rapidamente percebeu que algo não estava bem.
Quando olhou com atenção, viu dois meninos sozinhos a chorar e a gritar. Sem saber francês e sem conseguir comunicar com facilidade, o padeiro tomou uma decisão instintiva: levar as crianças para a padaria em Monte Novo do Sul. Segundo o relato publicado pelo "Observador", foi aí que começou o primeiro contacto mais tranquilo.
Na padaria, B. e Z. receberam comida, brinquedos e permaneceram durante várias horas sob vigilância da família Quintas.
O detalhe que levantou o alerta: as mochilas
Um dos momentos mais marcantes do relato surge quando o padeiro repara no conteúdo das mochilas das crianças. De acordo com o "Observador", dentro das mochilas havia roupa, comida e água, o que levantou suspeitas imediatas. Esse momento foi decisivo para acionar a resposta das autoridades.
A ligação internacional e o início da investigação
O caso rapidamente passou para as mãos da GNR e das autoridades judiciais, com apoio da cooperação internacional. As autoridades portuguesas estão agora a trabalhar com entidades francesas para reconstruir o percurso da família.
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