O essencial: greve em curso com impacto alargado, mas com serviços mínimos ativos
A greve geral convocada pela CGTP-IN está a afetar vários setores em Portugal, com especial incidência nos transportes. Apesar de a paralisação estar concentrada no dia 3 de junho, os constrangimentos podem prolongar-se até ao dia 4, segundo o Notícias ao Minuto. A operação de vários serviços não está totalmente interrompida devido à aplicação de serviços mínimos, que asseguram parte da atividade essencial, sobretudo nos transportes e na aviação.
Transportes: serviços mínimos garantem operação parcial, mas persistem fortes constrangimentos
Os transportes são um dos setores mais afetados pela greve, ainda que vários operadores estejam a funcionar com oferta reduzida, segundo o Observador.
Na CP - Comboios de Portugal, os serviços mínimos asseguram cerca de 25% da oferta habitual, incluindo ligações urbanas e alguns serviços de longo curso, como Intercidades e Alfa Pendular. Ainda assim, registam-se supressões, atrasos e alterações ao longo do dia. A empresa alertou para constrangimentos na circulação de comboios que podem ocorrer até depois da paralisação, afetando a regularidade do serviço ferroviário em vários pontos do país.
No Metropolitano de Lisboa, não foram definidos serviços mínimos, pelo que a circulação está totalmente suspensa durante a greve, com impacto direto na mobilidade da capital.
No Metro do Porto, a operação mantém-se apenas em duas linhas, a Amarela (entre Santo Ovídio e Hospital de São João) e a Azul (entre Senhora da Hora e Estádio do Dragão), com frequências reduzidas. As restantes linhas (Verde, Vermelha, Violeta e Laranja) estão encerradas.
Carris, Transtejo e outros operadores com serviços reduzidos ou suspensos
Na Carris, os serviços mínimos garantem cerca de metade da oferta nas carreiras que servem hospitais, escolas e zonas de maior procura. As carreiras 703, 708, 717, 726, 735, 736, 738, 751, 755, 758, 760 e 767 circulam entre as 06h00 e as 09h00 e entre as 16h00 e as 19h00. Fora dos horários de ponta, várias carreiras estão suprimidas ou com circulação reduzida.
Na Transtejo, não foram fixados serviços mínimos, o que resulta numa forte redução ou interrupção das ligações fluviais no Tejo, dependendo da adesão dos trabalhadores à greve. Quanto à Fertagus, apenas 25% dos serviços mínimos estão assegurados. Os horários previstos podem ser consultados aqui.
Aviação: operação parcial nos aeroportos e voos com alterações
O setor da aviação mantém atividade através de serviços mínimos acordados entre sindicatos e companhias aéreas, o que permite a realização de parte da operação prevista para hoje.
Segundo o Observador, a TAP garante 79 voos, a EasyJet assegura 10 voos e a operação mínima da Ryanair foi definida por despacho governamental, com a realização de 8 voos. Ainda assim, registam-se atrasos, cancelamentos e reprogramações em vários aeroportos nacionais.
O que acontece aos passageiros com voos afetados?
Os passageiros com voos cancelados ou alterados continuam a ter direito a assistência por parte das companhias aéreas. Em caso de interrupção da viagem, as transportadoras devem garantir reembolso ou remarcação, bem como apoio durante a espera, incluindo refeições, comunicações e, quando necessário, alojamento, de acordo com a Air Advisor.
Situações de perturbação podem também afetar a entrega de bagagem, sendo possível apresentar reclamações no aeroporto e solicitar compensação, consoante o caso.
Educação, saúde e serviços públicos com grande impacto
Na educação, o funcionamento das escolas está condicionado e algumas avaliações podem ser remarcadas, dependendo da adesão à greve em cada estabelecimento.
Na saúde, a adesão de profissionais traduz-se em limitações em consultas programadas e maior pressão em serviços de urgência.
Na administração pública, vários serviços registam atrasos e constrangimentos, incluindo a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).
Pontos a reter:
- Greve geral decorre hoje, 3 de junho.
- Serviços mínimos asseguram parte da operação nos transportes e aviação.
- Metro de Lisboa está totalmente parado.
- CP e outros operadores ferroviários funcionam com cerca de 25% da oferta.
- Carris com operação parcial e foco em serviços essenciais.
- Transtejo sem serviços mínimos definidos.
- Aeroportos funcionam com voos cancelados e alterações.
- Educação, saúde e serviços públicos com constrangimentos.
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